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sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Os Animais ante o Natal

Não fossem os anfitriões da estrebaria e talvez a Boa Nova tivesse seu aparecimento adiado... Não será isso motivo para que os animais na Terra sejam poupados ao extermínio, pelo menos no dia de Natal? (Irmão X)
Oh! O Natal! Oh! O Natal! Essa é a festa das festas, dia de alegria e de regozijo porque um Menino muito amado e muito santo nos foi dado, nasceu por nós, no caminho, e foi posto em um presépio, pois não havia lugar para ele na hospedaria.
Irmão João Vellita, se eu me encontrasse com o Imperador, ajoelhar-me-ia a seus pés e lhe suplicaria que fizesse um edito imperial, mandando que todos os seus súditos semeassem trigo pelos caminhos do império, no dia de Natal, para que os passarinhos, e principalmente as cotovias, tivessem um régio banquete.
E mais, irmão João, nesse dia bendito, os próprios asnos e bois deveriam receber uma ração dupla de cevada, para lembrar o asno e o boi que, com seu hálito, mitigaram o frio de Jesus, naquela noite.
São Francisco de Assis
*****
Na celebração do Natal, diminui quanto possível a matança dos animais – nossos companheiros na romagem evolutiva. Não olvidemos que o Senhor encontrou junto deles o seu primeiro lar, na insegurança da estrebaria.
Emmanuel
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(Imagem - desconheço autor)

sábado, 13 de dezembro de 2008

Rimas de Natal

Natal! – enquanto enfarpelas
Teu salão aurifulgente,
Desfilam, junto às janelas,
As dores de muita gente.

Natal!... Um pobre foi visto,
Passando sob pedradas.
Soube, depois que era o Cristo
Batendo a portas fechadas.

Natal! Quem foge ao preceito
De repartir o seu pão
Carrega um calhau no peito,
Em forma de coração.

O Natal em toda idade
É sempre nova alegria,
Mas nos dons da caridade,
O Natal é todo dia.

Natal!... Festeja esquecendo
Quaisquer preconceitos vãos...
Natal é Jesus dizendo
Que todos somos irmãos.

Leôncio Correia
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(Imagem - desconheço autor)

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Silenciar o Coração

E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós... (Jo 1: 14)

Quando um profundo silêncio tudo envolvia
e a noite chegava a meio de seu curso,
do alto do céu,
a vossa palavra onipotente,
deixando o vosso real trono,
lançou-se...
(Sab 18: 14-15)

*****

O Silêncio é o ambiente natural para que a Palavra desça sobre a terra. (Pronzato)

*****

É um silêncio de respeito, em que se cala diante do mistério que lhe é revelado. (...) Aquele que no silêncio está aberto para a palavra de Deus, este também escuta a palavra do irmão, este também é capaz de ver no próximo a presença de Deus. (Anselm Grün)

*****

É preciso, antes de buscar o silêncio em torno, silenciarmos o coração, aquietarmos os anseios, desejos e sonhos pessoais, para que Ele possa encontrar lugar. Só no completo SILÊNCIO conseguiremos senti-Lo.

*****

(Imagem – desconheço autor)

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Porque é Dezembro...

No princípio era o Verbo... (Jo 1:1)
Com o nascimento de Jesus, há como que uma comunhão direta do Céu com a Terra. Estranhas e admiráveis revelações perfumam as almas e o Enviado oferece aos seres humanos toda a grandeza do seu amor, da sua sabedoria e da sua misericórdia.
Aos corações abre-se nova torrente de esperança e a Humanidade, na Manjedoura, no Tabor e no Calvário, sente as manifestações da vida celeste, sublime em sua gloriosa espiritualidade.
Com o tesouro dos seus exemplos e das suas palavras, deixa o Mestre entre os homens a sua Boa-Nova. O Evangelho do Cristo é o transunto de todas as filosofias que procuram aprimorar o espírito, norteando-lhe a vida e as aspirações.
Jesus foi a manifestação do amor de Deus, a personificação de sua bondade infinita.
Emmanuel
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(Fotomontagem - Paróquia Santa Catarina)

sábado, 29 de novembro de 2008

O Homem Espiritual


Quem deserta das coisas materiais mostra boa vontade, mas não prova verdadeira compreensão. Por que foge? Por que deserta? Porque se sente fraco e receia cair; mas o temor é escravizante. Plenamente liberto e livre é somente o homem que, depois de se consolidar definitivamente no mundo espiritual, volta ao mundo material sem se materializar; o seu reino não é daqui, mas ele ainda trabalha aqui, como se fosse o mais profano dos profanos. Somente um homem plenamente espiritual pode admitir aparências de materialidade sem desmentir a sua espiritualidade. De um homem que nada espera do mundo, tudo pode o mundo esperar.
Mahatma Gandhi
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(Fotomontagem - www.fael.com.br)

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Despedida de Dolly

Cantiga para DOLLY adormecer...
(Uma terna homenagem ainda em vida)


Docemente,
Dolly,
dorme...

Dolly,
dorme
docemente...

Fecha os olhos
para vida...
Dorme e sonha
distraída...


Dolly ,dorme...
Dorme,Dolly...
Dorme doce,
docemente...

Rose

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A Cachorrinha

Mas que amor de cachorrinha!
Mas que amor de Cachorrinha!

Pode haver coisa no mundo
Mais branca, mais bonitinha
Do que a tua barriguinha
Crivada de mamiquinha?
Pode haver coisa no mundo
Mais travessa, mais tontinha
Que esse amor de cachorrinha
Quando vem fazer festinha
Remexendo a traseirinha?

Uau, uau, uau, uau!
Uau, uau, uau, uau!

Vinícius de Moraes

*****

Nesta quarta-feira, 19 de setembro, Dolly partiu deixando o vazio da saudade nos corações, após 11 anos de muitas travessuras, lambidas de ternura e olhares de doçura. Que o querido “Poverello” a receba em seus braços santos.

sábado, 15 de novembro de 2008

Vem e Ajuda

Repara, além das rosas do teu horto,
Onde a luz do teu sonho brilha e mora,
Os romeiros que seguem, vida a fora,
Padecendo aflição e desconforto.

Infortunados náufragos sem porto,
Tristes, rogando a paz de nova aurora,
Levam consigo a dor que clama e chora,
Sob as chagas do peito quase morto...

Não te detenhas!... Vem, socorre e ajuda
A multidão que passa, inquieta e muda,
Implorando-te amor, consolo e abrigo!

Reparte o pão que te enriquece a mesa,
Estendendo o teu horto de beleza,
E o Mestre Amado habitará contigo.

Auta de Souza
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(Imagem - desconheço autor)

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Da Solidão

Há muitas pessoas que sofrem do mal da solidão.
Basta que em redor delas se arme o silêncio,
que não se manifeste aos seus olhos
nenhuma presença humana,
para que delas se apodere imensa angústia:
como se o peso do céu
desabasse sobre a sua cabeça,
como se em todos horizontes
se levantasse o anúncio do fim do mundo.
No entanto, haverá na Terra verdadeira solidão?
Não estamos todos
cercados por inúmeros objetos,
por infinitas formas da Natureza
e o nosso mundo particular
não está cheio de lembranças,
de sonhos, de raciocínios,
de idéias que impedem uma total solidão?
Tudo é vivo e tudo fala em redor de nós,
embora com vida e voz que não são humanas,
que podemos aprender e escutar,
porque muitas vezes
essa linguagem secreta
ajuda a esclarecer o nosso próprio mistério.
Cecília Meireles
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(Imagem - desconheço autor)

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Navegue

As lágrimas? Não as seque, elas precisam correr na minha, na sua, em todas as faces.
O Sorriso! Esse você deve segurar, não o deixe ir embora, agarre-o!
Quem você ama? Guarde dentro de um porta-jóias, tranque, perca a chave!
Quem você ama é a maior jóia que você possui, a mais valiosa.
Não importa se a estação do ano muda, se o século vira e se o milênio é outro, se a idade aumenta; conserve a vontade de viver, pois não se chega à parte alguma sem ela.
Silvana Duboc
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(Imagem - desconheço autor)

domingo, 2 de novembro de 2008

Um Dia de Saudades

“A morte é a vida mal interpretada...”
Clóvis Tavares
A Lágrima

Nascida na ternura ou na tristeza,
Límpida gota dos orvalhos d’alma,
Tu, lágrima saudosa, muda e calma
Que força enorme tens nessa fraqueza?

Possuis mais que o poder da realeza,
Quando és filha da dor que o pranto acalma,
E qual gota de orvalho em verde palma,
À pálpebra chorosa ficas presa!

Estrela de saudade, flor de neve,
Que o vento da tristeza faz brotar,
Amo o teu brilho nessa luz tão breve,

Do breve globo teu... imenso mar
Cujos fundos arcanos não se atreve
Nem se atreveu ninguém jamais sondar!

Carmen Freire
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Louvado sejas, meu Senhor,
por nossa irmã, a morte corporal,
da qual ninguém pode escapar.
Ai daqueles que morrem em pecado mortal!
Felizes os que estão na tua santíssima vontade,
que a morte segunda não lhes fará mal.
São Francisco de Assis
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Por esse dia de saudades, de lembranças afetivas e gratidões que o tempo e a distância não apagam e nem diminuem.
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