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quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Ser Ponte

"Jesus é a Ponte entre Aquele que tudo pode e as criaturas que de tudo precisam. Seja você também uma ponte que liga os que tem de sobra, com aqueles que sentem falta de tanta coisa."
Santa Clara de Assis
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Santa Clara de Assis, em italiano, Santa Chiara d’Assis. Nascida como Chiara d’Offreducci em Assis, no dia 16 de Julho de 1194, e falecida em Assis no dia 11 de agosto de 1253.
Segundo a tradição, o seu nome foi escolhido pela mãe pois quando ela estava grávida, ouviu uma voz em suas orações que dizia: "Não temas, mulher, porque salva, vais dar ao mundo uma luz que vai deixar a própria luz mais clara". E ao ser batizada com o nome de Clara, cumpria-se a vontade divina.
Sua vocação religiosa manifestou-se desde pequena, através da devoção e caridade para com os pobres, privando-se de sua alimentação e mandando-a aos pobres e órfãos.
No ano de 1212, com 18 anos, Clara fugiu de casa, abandonando suas origens, aderindo a vida religiosa calcada nos ideais de Francisco de Assis: pobreza e fraternidade. Tornou-se abadessa no Mosteiro de São Damião, que havia sido reconstruído pelo próprio Francisco, criando a Segunda Ordem Franciscana, a das Irmãs Clarissas. Somente em 1263, dez anos após sua morte, é que as irmãs passaram a ser chamadas de "Clarissas". Elas, ao seguirem os ideais franciscanos, tinham como meta viver em humildade e pobreza voluntária.
O seu primeiro milagre foi em vida. Conta-se que uma das irmãs da sua congregação havia saído para pedir esmola para os pobres que iam ao mosteiro. Como não conseguiu quase nada, voltou desanimada e foi consolada por Santa Clara que lhe disse: Confia em Deus!”
Quando a santa se afastou, a outra freira foi pegar no embrulho que trouxera e não conseguiu levantá-lo, pois a quantia havia se multiplicado.

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(Fotomontagem - blog irmãs de Santa Clara)

domingo, 8 de agosto de 2010

Pelo Dia dos Pais


JOSÉ NAZARENO

Ó meigo José,
Amigo sereno,
Escuta nossa alma,
José Nazareno!

Silêncio e trabalho
Exemplificaste,
Jesus e Maria
Na Terra amparaste.

Escuta nossa alma,
Ó alma de amor,
Ampara-nos sempre
Nos dias de dor.

Ó anjo da guarda
Da virgem Maria,
Inspira-nos sempre
A santa alegria.

De tua alma de luz,
De teu braço forte,
Rogamos auxílio
Na vida e na morte.

Bendito o teu nome
Suave e sereno,
Bendito o teu nome
José Nazareno!
Clóvis Tavares
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(Imagem - desconheço autor
)

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Cantiga do Perdão

Hoje é considerado o “Dia do Perdão”, pois foi neste dia no ano de 1216 que São Francisco anunciou a Indulgência da Porciúncula, concedida a todos os visitantes da Igreja de Santa Maria dos Anjos, que ali estivessem “com o coração bem disposto, e verdadeiramente arrependidos.” Abaixo coloco um dos mais belos poemas sobre o perdão que conheço. Que o amado santo abençoe a todos, assim como o fez naquele glorioso dia de 1216.

Cantiga do Perdão

Não te iludas, amigo,
Por mais se expandam lágrimas contigo,
Todo lamento é vão...

Tudo o que tende para a perfeição,
Todo o bem que aparece e persiste no mundo
Vive do entendimento harmônico e profundo,
Através do perdão...
Perdão que lembra o sol no firmamento,
Sem se fazer pagar pelo foco opulento,
A vencer, dia a dia,
A escuridão da noite insondável e fria
E a nutrir, no seu longo itinerário,
O verme e a flor, o charco e o pó, o ninho e a fonte,
De horizonte a horizonte,
Quanto for necessário.

Perdão que nos destaque a lição recebida
Na humildade da rosa,
Bênção do céu, estrela cetinosa,
Que, ao invés de pousar sobre o diamante,
Desabrocha no espinho,
Como dizer que a vida,
De caminho a caminho,
Não despreza ninguém,
E bela, generosa, alta e fecunda,
Quer que toda maldade se transfunda
Na grandeza do bem...

Perdão que se reporte
À brandura da terra pisoteada,
Esquecida heroína de paciência,
Que acolhe, em toda parte, os detritos da morte
E sustenta os recursos da existência,
Mãe e escrava sublime de amor mudo,
Que preside, em silêncio, ao progresso de tudo!...

Amigo, onde estiveres,
Assegura a certeza
De que o perdão é lei da Natureza,
Segurança de todos os misteres.

Perdoa e seguirás em liberdade
No rumo certo da felicidade.

Nas menores tarefas que realizes,
Para lembrar sem sombra os instantes felizes
Na seara da luz,
Na qual a Luz de Deus se insinua e reflete,
È forçoso exercer o ensino de Jesus
Que nos manda perdoar
Setenta vezes sete
Cada ofensa que venha perturbar
O nosso coração;
Isso vale afirmar,
Na senda de ascensão,
Que, em favor da vitória,
A que aspiras na luta transitória,
É mais do que importante, é essencial
Que te esqueças, por fim, de todo mal!...
E que, em tudo, no bem a que te dês,
Seja aqui, mais além, seja agora ou depois,
Deus espera que ajudes e abençoes,
Compreendendo, amparando e servindo outra vez!...


Maria Dolores
(Psicografado por Chico Xavier)

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(Imagem - desconheço autor)

terça-feira, 20 de julho de 2010

Dia do Amigo


GRATIDÃO DE AMIGO
Pela amizade que você devota,
por meus defeitos que você nem nota...
Por meus valores que você aumenta,
por minha fé que você alimenta...
Por esta paz que nós nos transmitimos,
por este pão de amor que repartimos...
Pelo silêncio que diz quase tudo,
por este olhar que me reprova mudo...
Pela pureza dos seus sentimentos,
pela presença em todos os momentos...
Por ser presente, mesmo quando ausente,
por ser feliz quando me vê contente...

Por este olhar que diz:
“Amigo, vá em frente!”
Por ficar triste quando estou tristonho,
por rir comigo quando estou risonho...
Por repreender-me, quando estou errado,
por meu segredo, sempre bem guardado...
Por seu segredo, que só eu mereço...
e por achar que apenas eu mereço...
Por me apontar pra Deus a todo o instante,
por esse amor fraterno tão constante...
Por tudo isso e muito mais eu digo:
Deus te abençoe meu querido amigo!!!
Pe. Zezinho
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(Imagem - desconheço autor)

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Amar


Amar é repartir a alma em bocadinhos,
Amar é ter na vida, um mundo de doçura,
É encher o coração de ardores, de carinhos,
É ter dentro do peito as flores de ternura!

Amar é não sentir as pedras dos caminhos,
Amar é transformar as dores, em venturas;
É evitar para outra alma, os ásperos espinhos,
Desta horrenda caudal da vida de amargura!

Amar é bendizer as dores do viver,
Perdoar o ofensor, minorar o sofrer,
Daquele que entreve das dores o rigor!


Amar é ser no mundo a rosa perfumada,
Sobretudo ser bom, ser alma abnegada,
Pois é no sacrifício o Verdadeiro Amor!
Autor desconhecido
(Psicografado por Chico Xavier em 13/10/1928)
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“Post” dedicado a querida alma de Francisco Cândido Xavier, que personificou o Verdadeiro Amor, em lembrança dos 83 anos do início de seu mandato mediúnico e, também, pelo aniversário de minha mãezinha Gilka, alma extremamente amorosa, a quem tanto devo.
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(Imagem - desconheço autor)

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Monte Acima


Dá-me forças, Jesus,
Para seguir-te a senda.

Ajuda-me a tomar
As cruzes que mereço.

A cruz do amor que ama
Sem aguardar amor.

O lenho dos defeitos
Que ainda me deformam.

O peso do insucesso
E do orgulho abatido...

Mas guarda-me na fé,
Quero encontrar-me em Ti.
Emmanuel
(Psicografado por Chico Xavier)

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(Imagem - desconheço autor)

domingo, 27 de junho de 2010

Um Dia de Carinho, Alegria e Gratidão

"Pois a lembrança pintou este DIA perfeito, com cores que nunca esmaecem..." (Carrie Jacob Bond) Dia para deixar falar o CORAÇÃO.
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"Muitas pessoas vão entrar e sair da sua vida, mas só os AMIGOS de verdade deixarão pegadas no seu coração." (Eleanor Roosevelt)

"O que é o AMIGO? Uma única alma habitando dois corpos." (Aristótoles)

A AMIZADE traz consigo as sementes do amor; a partir dela se desenvolvem relacionamentos profundos.” (Marlo Thomas)

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"A AMIZADE é o encontro de duas almas atraídas uma pela outra e unindo numa confiança sempre crescente pensamentos, sonhos, virtudes, felicidade e sofrimentos, sentindo-se livres para se separarem e não se separando nunca." (Monsenhor Bougaud)

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(Imagens - desconheço autores)

sexta-feira, 18 de junho de 2010

A Felicidade

“A felicidade não pode estar onde a colocamos, com a nossa cegueira terrestre, mas no compreendermos a Vontade Divina, que saberá localizar a ventura para nós, como e quando oportuna. Não temos uma só vida. Teremos muitas. O segredo da alegria reside em nossa realização para Deus, através do Infinito. De etapa em etapa, de experiência em experiência, nossa alma caminhará para as glórias supremas da espiritualidade, como se fizéssemos a laboriosa ascensão de uma escada rude e longa.”
Célia Lucius
(Livro: “50 Anos Depois” de Emmanuel)
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(Imagem – Ponte Fabricius em Roma)

domingo, 13 de junho de 2010

As Diversas Línguas ou Carismas

Fala em línguas quem está repleto do Espírito Santo. As diversas línguas são o testemunho que devemos dar em favor de Cristo, a saber, humildade, pobreza, paciência e obediência. Quando os outros virem em nós estas virtudes, estaremos nós falando a eles. Nossa linguagem é penetrante quando é nosso agir que fala. Eu vos suplico, pois, deixai vossa boca emudecer-se e vossas ações falarem! Nossa vida está tão cheia de belas palavras e tão vazia de boas obras”.
(Santo Antônio de Pádua, Sermões sobre o Evangelho de Mateus)
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Santo Antônio de Pádua é tão conhecido por seu nome de ordenação que chamá-lo pelo nome que recebeu no batismo parece estranho: Fernando de Bulhões e Taveira de Azevedo. Ele era português: nasceu em 1195, em Lisboa. De família muito rica e da nobreza, ingressou muito jovem na Ordem dos Cônegos Regulares de Santo Agostinho. Fez seus estudos filosóficos e teológicos em Coimbra e foi lá também que se ordenou sacerdote. Nesse tempo, ainda estava vivo Francisco de Assis, e os primeiros frades dirigidos por ele chegavam a Portugal, instalando ali um mosteiro.
Os franciscanos eram conhecidos por percorrer caminhos e estradas, de povoado em povoado, de cidade em cidade, vestidos com seus hábitos simples e vivendo em total pobreza. Esse trabalho já produzia mártires, o que impressionou muito o jovem Fernando, levando-o a ingressar na Ordem e vestir o hábito franciscano, passando a se chamar Antônio. Em suas peregrinações, de forma inesperada, foi para a Itália e rumou para Assis, a fim de encontrar-se com seu inspirador e fundador da Ordem, Francisco. Com pouco tempo de convivência, transmitiu tanta segurança a ele que foi designado para lecionar teologia aos frades de Bolonha.
Com apenas 26 anos de idade, foi eleito provincial dos franciscanos do norte da Itália. Antônio aceitou o cargo, mas não ficou nele por muito tempo. Seu desejo era pregar, e rumou pelos caminhos da Itália setentrional, praticando a caridade, catequizando o povo simples, dando assistência espiritual aos enfermos e excluídos e até mesmo organizando socialmente essas comunidades. Pregava contra as novas formas de corrupção nascidas do luxo e da avareza dos ricos e poderosos das cidades. Ele viajou por muitas regiões da Itália e, por três anos, andou pelo Sul da França. Continuou vivendo para a pregação da palavra de Cristo até morrer, em 13 de junho de 1231, nas cercanias de Pádua, na Itália, com apenas 36 anos de idade. Ali, foi sepultado numa magnífica basílica romana.
(Fonte – Vida dos Santos, Edições Paulinas)

quarta-feira, 2 de junho de 2010

O Velho Pai


O cenário é comum, a cena é singela. Num banco de jardim da casa estão sentados um homem idoso e um jovem.
O jovem lê o jornal, com atenção. O idoso parece imerso em algo indefinível.
Então, um pequeno pássaro pousa no arbusto próximo e canta. O homem parece despertar e indaga: O que é aquilo? - apontando com o dedo na direção da pequena ave.
O rapaz alça os olhos e diz, secamente: É um pardal.
A avezita saltita de um galho a outro e a pergunta se repete: O que é aquilo?
A resposta agora não é somente seca, mas também denota enfado: Já disse, é um pardal!
O pássaro voa do arbusto para a árvore, continuando na sua dança matinal.
O que é aquilo? - soa de novo.
Agora, o rapaz se irrita e quase grita: É um pardal!
A ave, feliz, prossegue no seu bailar. Alça voo e parece desaparecer. Poucos segundos passados e retorna ao chão, bicando aqui, saltitando acolá.
O homem leva a mão aos olhos, como se desejasse ajustar a visão embaçada e, com natural curiosidade, pergunta: O que é aquilo?
O filho responde, em altos brados: É um pardal! Já disse: um pardal.
E soletra, aos gritos: P - a - r - d - a - l. Você não entende?
O homem se ergue, sobe os degraus, adentra a casa, lento e decidido. Pouco depois, retorna com um velho caderno nas mãos.
A capa é bonita, denotando que foi guardado com cuidado, como se guardam preciosidades.
Abre-o, procura algo, depois o entrega ao rapaz, ainda inquieto e raivoso.
Leia! - ele pede. E acrescenta: Em voz alta!
Há surpresa no moço, que lê pausada e cada vez com maior emoção: Hoje, meu filho caçula, que há uns dias completou 3 anos, estava sentado comigo, no parque, quando um pardal pousou na nossa frente.
Meu filho me perguntou 21 vezes o que era aquilo e eu respondi em todas as 21 vezes que era um pardal.
Eu o abracei todas as vezes que ele repetiu a pergunta, vez após vez, sem ficar bravo, sentindo afeição pelo meu inocente garotinho.
Então, o filho olha o pai. Há culpa e dor em sua alma.
Abraça-o, lacrimoso, beija-lhe a face, emoldurada pela barba por fazer.
Estreita-o, puxando-o para perto de si. E assim ficam: um coração ouvindo outro coração.
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Cenas como essa acontecem todos os dias, em milhares de lares, em todo o mundo.
Nossos anciãos, de braços dados com Alzheimer, demência senil ou problemáticas outras, indagam, perguntam, questionam.
A memória recente lhes falha. Mergulhados em retalhos de lembranças do passado, não entendem porque recebem gritos como resposta.
Pensemos nisso! E se as lágrimas nos umedecerem os olhos, não tenhamos vergonha de abraçar com amor nosso velho pai, nossa mãe, vovó, vovô, madrinha, tia... Agora.
(Texto do Momento Espírita, baseado no “O que é aquilo?”, de Constantin Pilavios)
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(Imagem – desconheço autor)
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