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sábado, 27 de agosto de 2011

Viver, Agora

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Agora,
Viver é refletir
no que foi bom ou ruim,
mas passou:
Para sonhar de novo
com o que pode ser bonito
e mais forte,
porque bem enraigado
num solo que conheça
limites e escoamentos.
Viver é arriscar
Passos Novos,
onde haja a luz
do entendimento,
da paciência,
da consideração,
da ajuda,
do auto-respeito!
Viver é acreditar
na poesia e realidade
da ternura,
na energia de um sorriso calmo,
no poder da reconstrução
perene,
de cada dia.
Viver é até tremular
como lágrima que brilha,
porque vem do coração
que aprendeu
a suportar o inevitável,
sem jamais desistir.
Antonieta de Castro Sá
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(Imagem - desconheço autor)

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Entardecer da Vida

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"No entardecer de nossas vidas seremos examinados no AMOR." (São João da Cruz )
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(Imagem - desconheço autor)

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Mensagem do Perdão

     Viver a simplicidade do ser, é viver a sabedoria do perdão e a eternidade do verdadeiro amor. (Rosinha Megdesian)
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      Filho meu, minha voz não despreza tuas pequeninas coisas de cada dia, mas delas se eleva para as grandes coisas de todos os tempos.
     (...) Ama o trabalho, mas com espírito novo; ama-o, não pelo que ele é propriamente, porém, como um ato de adoração a Deus, como manifestação de tua alma, nunca como febre de riqueza ou domínio. Não prendas tua alma aos seus resultados, que pertencem à matéria e, portanto, sujeitos à caducidade; ama, porém, o ato, somente o ato de trabalhar. Não seja a posse, o triunfo, a tua recompensa, mas sim, a satisfação íntima de haveres cumprido, cada dia, o teu dever, colaborando assim no funcionamento do grande organismo coletivo.
     (...) Desapega-te de tudo, inclusive do fruto de teu trabalho, se queres entrar na posse da paz. Ocupa-te das coisas da Terra, mas apenas o suficiente para aprenderes a desapegar-te delas.
     Toda construção deve localizar-se no teu espírito, deve ser construção de qualidades e disposições da personalidade, e não edificação na matéria, que é um remoinho de areia que nenhum sinal pode conservar.
     (...) Outro grande problema, que voz diz respeito, é o amor. Elevai-vos em amor, como deveis elevar-vos em todas as coisas, se quereis encontrar profundas alegrias. Martelai vossa alma, num íntimo trabalho de cada dia, que vos leva à conquista de amores sempre mais extensos, únicos que têm a resistência das coisas terrenas.
     Sabes que o amor se eleva do humano ao divino e que nessa ascensão ele não se destrói, mas se fortalece, aperfeiçoando e multiplicando-se. Segue-me e, então, poderás entoar o cântico do amor:
     “Meu corpo tem fome e eu canto; meu corpo sofre e eu canto; minha vida é deserta e eu canto; não há carícias para mim, porém todas as criaturas vêm à mim. Meu irmão de mim se aproxima como inimigo, para prejudicar-me, e eu lhe abro os braços em sinal de amor. Eu vos bendigo a todos vós que me trazei dor, porque com ela me trazeis a purificação, que me abre as portas do Céu. Minha dor é um cântico que me faz subir. louvado sejas, ó Senhor, pelo que é a maior maravilha da vida; que as pobres intenções malignas de meu próximo sejam para mim a Tua Bênção”.
     (...) Almas, almas eu peço. para conquistá-las vim das profundezas do infinito, onde não existe espaço nem tempo, vim oferecer-vos meu abraço, vim de novo dizer-vos a palavra da ressurreição, para elevar-vos até mim, para indicar-vos um caminho mais elevado onde encontrareis as alegrias puras.
     Vós vos identificastes de tal modo com a vida física que já não podeis sentir senão uma vida limitada como a do vosso corpo. Pobre vida, rápida e cheia de incertezas, enclausurada nas limitações de vossos pobres sentidos. Pobre vida, encerrada num ataúde, na sepultura que é o corpo a que tanto vos agarrais. Minha voz encerrará todos os extremos de vossas diferentes psicologias. Escutai-me!
     (...) Minha verdade é áspera e nua, contudo é a verdade. Peço o vosso esforço, mas dou a felicidade. Digo-vos: “Sofrei”, mas junto de vós estarei no momento da dor; com piedade maternal, velarei por vós; medindo todo o vosso esforço, proporcionarei as provas segundo vossa capacidade; finalmente, farei o que o mundo não faz: enxugarei vossas lágrimas.
     O mundo parece espargir rosas, mas na verdade distribui espinhos; eu vos ofereço espinhos, porém vos ajudarei a colher rosas.
     Segui-me, que o exemplo já vos dei. Levantai-vos, ó homens: é chegado o momento. Não venho para trazer guerra, mas, sim, paz. Não venho trazer dissensão às vossas idéias nem às vossas crenças: venho fecundá-las com meu espírito, unificá-las na minha luz.
     Não venho para destruir e sim para edificar. O que é inútil morrerá por si mesmo, sem que eu vos dê exemplo de agressividade.
     (...) Não venho para agredir, mas para ajudar; não para dividir, mas unir; não demolir, mas edificar. Minha palavra busca a bondade, antes que a sabedoria. Minha voz a todos se dirige. Ela é ampla como o universo, solene como o infinito. Descerá aos vossos corações, às vezes com a doçura de um carinho, outras vezes arrastadora como o tufão.
     (...) Homens, tremei! É supremo o momento. É por motivos supremos que do Alto desço até vós. Escutai-me: o mundo será dividido entre aqueles que me compreendem e me seguem e aqueles que não me compreendem e não me seguem. Ai destes últimos! Os primeiros encontrarão asilo seguro em meu coração e serão salvos; sobre os outros a Lei, não mais compensada pelo meu amor, descerá inelutavelmente e eles serão arrastados por um vendaval sem nome para trevas indescritíveis.
     Não vos iludais: reconhecei a minha voz. Reconhecei-a pela sua imensa tonalidade, pela sua bondade sem fronteiras. Algum homem, porventura, já falou assim? falo-vos de coisas singelas e elevadas, de coisas boas e terríveis. Sou a síntese de todas as Verdades.
     Não me oponhais barreiras de vossas almas, mas escutai, ponderai, deixai que este raio de luz que vem de Deus desça à vossa consciência e a ilumine. Eu vô-lo rogo, humilhando-me em vossa presença; humildemente, para vossa salvação, eu vos suplico: escutai a minha voz!
     (...) Escutai-me. Falo-vos com amor, imenso amor. Fui por vós insultado e crucificado, e vos perdoei; perdoo-vos ainda e ainda vos amo. Trago-vos a paz. Até junto de vós retorno para falar-vos de uma ciência que a vossa não conhece, para pronunciar-vos a palavra que nenhum homem sabe falar, palavra que vos saciará para sempre. Escutai-me.
     Minha voz conduzirá vosso coração a um êxtase que nenhuma vitória material, que nenhuma grandeza do mundo jamais vos poderá dar.
     (...) Quem sou eu? - perguntais-me.
     Sou o calor do sol matinal que vela o desabotoar da florzinha que ninguém vê; sou o equilíbrio que, na variação alternadora dos elementos, a todos garante a vida. Sou o pranto da alma quebrantada, em que desabrocha a primeira visão do divino. Sou o equilíbrio que, nas mudanças dos acontecimentos morais, a todos promete salvação. Sou o rei do mundo físico de vossa ciência; sou o rei do mundo moral que não vedes.
     Sempre me procurais, em toda a parte. Sempre mais profundamente vos escapo, de fibra em fibra, nas vossas mesas de anatomia, de molécula em molécula nos vossos laboratórios. Vós me procurais, dilacerando e dissecando a pobre matéria: mas eu sou espírito e animo todas as coisas. Não com os olhos e os instrumentos materiais, mas somente com os olhos e os instrumentos do espírito podereis encontrar-me.
     Sou o sorriso da criança e a carícia materna; sou o gemido daquele que corre implorando salvação; sou o calor do primeiro raio de sol da primavera, que traz a vida e sou o vendaval que traz a morte; sou a beleza evanescente do momento que foge; sou a eterna harmonia do universo.
     Sou Amor, sou Força, sou Ideia, sou Espírito que tudo vivifica e está sempre presente. Sou a lei que governa o organismo do universo com maravilhoso equilíbrio. Sou a Força irresistível que impulsiona todos os seres para a ascensão. Sou o cântico imenso que a criação entoa ao Criador.
     (...) A humanidade terrestre aproxima-se de sua unificação, numa nova consciência espiritual. Não vos insulteis, pois; antes, compreendei-vos uns aos outros. Que cada um concorra com o seu grãozinho para a grande fé e que esta vos torne todos irmãos.
     Que a religião, que é revelação minha, e a ciência, que é o vosso esforço e todas as vossas intuições pessoais se unam estreitamente numa grande Síntese, e seja esta uma síntese de verdade.
     Porque eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida.
(Mensagem de "Sua Voz" recebida pelo Prof. Pietro Ubaldi no dia 02 de agosto de 1932, dia do Perdão da Porciúncula, de São Francisco de Assis.)
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quarta-feira, 20 de julho de 2011

Lembrando o Dia do Amigo

     A AMIZADE verdadeira sorri na alegria, consola na tristeza, alivia na dor e se eterniza em Deus." (J. Calvet)
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     "Um AMIGO fiel é uma poderosa proteção; quem o achou descobriu um tesouro. Nada é comparável a um AMIGO fiel. (Eclesiástico 6: 14-15)
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     "O AMIGO nos aquece;
     a AMIZADE sempre fala, ainda que no silêncio;
     com um bom AMIGO, nunca estamos sós;
     AMIZADE é afeto estendido;
     o dom da AMIZADE transcende as barreiras das raças;
     ser AMIGO é ser fiel..."
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(Imagem - desconheço autor)

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Doçura da Pobreza

     "Um verdadeiro pobre é um nobre. Os vulgares não são pobres. Cortesia, irmão Leão, não só para com as pessoas, mas para com os animais e as coisas."

     "O Senhor não me chamou para ensinar como doutor, mas para viver como um pobre servidor."
 São Francisco de Assis
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Doçura da pobreza assim.
Perder tudo o que é seu.
Até o egoísmo de ser seu.
Tão pobre que possa apenas concorrer às multidões...
Dei tudo o que era meu.
Gastei-me no meu ser.
Fiquei apenas com o que há de toda gente em mim.
Doçura da pobreza assim...
Nem me sinto mais só, dissolvido nos homens iguais!
Mário de Andrade
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(Imagem - Desconheço autor)

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Gratidão & Ternura

     “Procuremos, pois, todos nós, transformar a gratidão sentida em gratidão manifesta. Então haverá mais sol sobre a terra e maior impulso para o bem”. (Albert Schweitzer)
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     A amizade traz consigo as sementes do amor; a partir dela se desenvolvem relacionamentos profundos.
(Marlo Thomas)
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sábado, 18 de junho de 2011

Em Lembrança de Célia

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     "(...) aqui tão somente amamos muito a terra! Nossas árvores frutíferas nunca são cortadas, para que recebamos as suas dádivas e as suas flores. Os cordeiros nos dão lã preciosa, as cabras e as jumentas o leite nutritivo, mas não os deixamos matar, nunca. As laranjeiras e oliveiras são as nossas melhores amigas. Às vezes, é a sua sombra que fazemos nossas preces, nos dias de repouso. Somos, aqui, uma grande família. E os nossos laços de afeto são extensivos à Natureza.
     (...) As crianças sempre acreditaram que as lições de Jesus deviam sensibilizar os próprios animais e eu as tenho deixado alimentar essa convicção encantadora e suave."
Célia Lucius
(Livro: "50 Anos Depois")
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segunda-feira, 13 de junho de 2011

Bens Eternos

        "É pequeno quem ama os bens terrenos; é grande quem ama os bens eternos." (Santo Antônio de Pádua)
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Óleo sobre tela Sant'Antonio da Padova inginocchiato davanti al Bambino Gesù
- Guercino e Benedetto Gennari (1650) -
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       "É imprescindível que o discípulo saiba organizar os seus esforços, operando no caminho do aperfeiçoamento individual, para a aquisição dos bens eternos." (Emmanuel - Psicografado por Chico Xavier)

     "Sábio é o homem que desfruta todos os momentos da vida, enriquecendo-se de bens eternos." (Nelso Malacarne)
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domingo, 8 de maio de 2011

Salve Rainha!

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Salve Rainha!
Mãe de tantas dores
Te ergo meus olhos,
cantando louvores.

 Rainha dos Anjos,
Recebe o meu preito
Mãe esplendorosa,
cola-me ao Teu peito
Envolve-me o pranto.

Toma nossos lares, famílias e amigos,
Tua mão bendita estende para nós
Apieda-Te dos nossos inimigos
Protege-nos, ampara-nos, Mãe de todos nós.

Traz ao mundo a Paz e a fraternidade
Ampara, acolhe, socorre, a humanidade
Excelsa e doce Mãe plena de bondade.

Leva nossas preces aos pés de Jesus
Mãe dos aflitos, que esteve ao pé da cruz.

Oh Virgem Santíssima
Mãe de tantos nomes
Maria de Nazaré,
Nossa Senhora é.
Excelsa mãe das dores.

Teu manto resplandecente
cubra a Terra inteira,
Nos eflúvios do Teu Amor Bendito
Alça-nos aos caminhos de luz no Infinito.

Traz-nos a PAZ!...
Neste mar de iniquidade
És Âncora da Fé,
Sublime Virtude,
Mãe da Caridade.
Manuela Neves
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segunda-feira, 2 de maio de 2011

A Voz do Amor

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        Quando o silêncio se fizer mais pesado ao redor de teus passos, aguça os ouvidos e escuta. A voz do amor ressoará de novo na acústica de tua alma e as grandes palavras que os séculos não apagaram voltarão mais nítidas ao círculo de tua esperança, para que tuas feridas se convertam em rosas e para que o teu cansaço se transubstancie em triunfo.
São Francisco de Assis
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