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O Senhor carregava a cruz dificilmente...Maria Dolores
(Livro - “A Vida Conta”)
Francisco Cândido Xavier é o Homem que, feito à Imagem e Semelhança do Criador, honra essa imagem e dignifica essa semelhança; na aridez e na discriminação da vida, ele planta a certeza da volta e os júbilos da salvação.*****
"A solidão é boa somente para refletir. Porque, sem dúvida, fomos criados para viver uns com os outros."*****
Se nos cabe reconhecer no homem o condutor da civilização e o mordomo dos patrimônios materiais, na gleba planetária, não podemos esquecer que, na MULHER, devemos identificar o anjo de esperança, ternura e amor, a descer para ajudar, erguer e salvar nos despenhadeiros da sombra, oferecendo-nos, no campo abençoado da luta regenerativa, novos tabernáculos de serviço e purificação. (Emmanuel)
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Minha mãe era analfabeta, nunca quis aprender a ler. Certa vez eu lhe trouxe um caderno e um lápis bentos pelo Papa Paulo VI para ver se ela se animava a aprender. Minha mãe jogou longe, dizendo: “Para que eu quero aprender a ler e escrever se tenho onze filhos que fizeram universidade, quase todos doutores. Para quê? Eles sabem por mim. Não preciso eu estudar e saber.”
Mas era uma mulher de grande sabedoria existencial e profunda piedade.
Eu costumava gravar coisas que escrevia para ela escutar. Minha mãe escutava e dizia: “Onde você aprendeu tudo isso? Eu nunca te ensinei tais coisas!”
Ao ouvir uma das gravações em que eu falava da experiência de Deus, ela me olhou fundo e fez a pergunta: “Você já viu Deus?”
Eu respondi de pronto: “Minha mãe, a gente não vê Deus. Deus é espírito, é invisível.”
Ela deu como que um suspiro, colocando a mão no peito, me olhou com infinita tristeza e disse: “Você é padre há tantos anos e nunca viu Deus?”
Eu insisti: “Mãe, a gente não vê Deus.”
Ela retrucou: “Você não vê Deus, mas eu O vejo todos os dias. Quando o sol se põe lá no horizonte. Deus passa com um manto fantástico, lindo. Ele vem sempre sério, e teu pai que já faleceu vem atrás, olha para mim, me dá um sorriso e segue junto com Deus. Eu vejo Ele todos os dias.”
Eu fiquei parado, me perguntando: “Quem é o teólogo aqui, ela ou eu? A analfabeta ou o doutor em teologia?”
Temos que aprender com as pessoas que vivem tais experiências. Porque a fé é uma experiência tão global que entra pelos olhos, entra no coração, entra na fantasia, entra nas projeções. Deus é substância da sua própria substância.
Essas pessoas não crêem em Deus. Elas sabem de Deus porque O viram, porque O experimentaram.
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(Fotomontagem - desconheço autor)

***** A fé tem como oposição não o ateísmo e a negação de Deus. A oposição da fé é o medo. Quem te fé não tem medo. Os medievais distinguiam a fé útil da fé preciosa. Fé útil é quando eu peço a Deus que me abençoe, me proteja, me dê saúde, inteligência. É uma fé útil para mim. Eu peço a Deus e ele tem que vir me ajudar. A fé útil não é uma fé plena, uma fé de verdade. A fé bíblica, a fé de Jesus, a fé dos pais da fé – Abraão, Isaac, Jacó – é outra. Esses testemunham a fé preciosa. A fé preciosa é quando você nada pede a Deus. É a fé-gratuidade. Entrega-se a Deus, porque descobre quem Deus é – o Pai e a Mãe de bondade. Esta fé tem como efeito a serenidade, a absoluta segurança, porque você se confiou, entregou não só a sua mente, mas seu coração, seu corpo, sua vida. É a fé preciosa. Tem como efeito a superação de todos os medos e, por acréscimo, advém a alegria, a jovialidade, a leveza na vida. (...) Na dimensão da fé preciosa estamos integrados. Viramos pai e mãe de nós mesmos. Chegamos à madureza da fé. À maturidade humana e espiritual. Estamos na casa de Deus, Pai e Mãe. E estamos na alegria de quem está em casa.Leonardo Boff
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(Desconheço autor da foto)