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domingo, 1 de março de 2015

Lágrimas

Hoje o amigo-irmão Celso, leu os belos versos do poema abaixo, como introdução a sua palestra. Além de terem me comovido, me fizeram recordar do trecho de um dos capítulos do livro “De Jesus Para os Que Sofrem” (livro de cabeceira que me acompanha há anos) do Prof. Clóvis Tavares:
        “Quando choramos, quando a dor mais áspera atingir nosso coração ou nosso caminho, procuremos, numa sublime experiência cristã, outro alguém – que é sempre nosso irmão! – para ajudá-lo a levar sua carga.
        É bem isso que Paulo, o generoso Apóstolo, aconselha aos seus irmãos gálatas: ‘Levai as cargas uns dos outros, e assim cumprireis a lei de Cristo’.
        Distribuamos, com os outros, gestos fraternos, expressões de sincera bondade, testemunhos de compreensão, palavras de delicadeza...
        Pelo menos, uma palavra amiga ao coração daquele que luta ou chora, nos caminhos de prova da vida...


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As lágrimas são as últimas palavras quando o coração perde a voz. (Khalil Gibran)
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LÁGRIMAS

Quando a luta te deixe em plena estrada,
Qual tronco a sós, sem flores e sem frondes,
Na secreta renúncia a que te arrimas,
Bendita seja a lágrima que escondes!

Quando a amargura te converta a vida
Em rede estranha de sinistras horas,
Mesmo nas raias do suplício extremo,
Bendita seja a lágrima que choras!

Quando a prova te assalte os semelhantes
Na dor de sendas ásperas e incertas,
Na simpatia que te inflama o peito,
Bendita seja a lágrima que ofertas!

Quando, porém, caminhas na bondade
A que nobre e sereno te conjugas,
Muito acima das lágrimas que vertes,
Bendita seja a lágrima que enxugas!

Francisco Lobo da Costa
 (Psicografia de Francisco Cândido Xavier)
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sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

A Estrela

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A ESTRELA

Vi uma estrela tão alta,
Vi uma estrela tão fria!
Vi uma estrela luzindo
Na minha vida vazia.

Era uma estrela tão alta!
Era uma estrela tão fria!
Era uma estrela sozinha
Luzindo no fim do dia.

Por que da sua distância
Para a minha companhia
Não baixava aquela estrela?
Por que tão alta luzia?

E ouvi-a na sombra funda
Responder que assim fazia
Para dar uma esperança
Mais triste ao fim do meu dia.

Manuel Bandeira
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terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Repara a Natureza

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Repara a Natureza

Repara a natureza que te cerca no mundo.
Tudo é riqueza e esforço laborioso por assegurá-la.
O solo ferido pelo arado é berço milagroso da produção.
A árvore mil vezes dilacerada orgulha-se de sofrer e ajudar sempre mais.
A fonte, superando os montões dos seixos, pouco a pouco se transforma em grande rio a caminho do mar.
Algumas sementes formam a base de preciosa floresta.
Pedras agressivas se convertem nas obras-primas da estatuária, quando não vertem do seio a faiscante beleza do material de ourivesaria.
Animais humildes, padecendo e ajudando, garantem o conforto as criaturas contra a intempérie ou alimentam-lhes o corpo, sustentando-lhes a existência.
A pobreza é simples apanágio do homem.
Do homem enquanto se refugia, desassisado na furna da ignorância.
Somente a alma humana distanciada do conhecimento Superior, assemelha-se a um fantasma de angústia, de miséria, de lamentação.
Se podes, assim, observar o patrimônio das bênçãos celestiais, no caminho em que evoluis, procura o teu lugar de trabalho e serve infatigavelmente ao Bem, para que o Bem te ensine a ver a fortuna imperecível que o Pai te concedeu por sublime herança.
Serve aos semelhantes, ajuda a planta e socorre o animal. Seja a tua viagem por onde passes um cântico de auxílio e bondade, de harmonia e entendimento.
E, à medida que avançares na senda de elevação, encontrar-te-ás cada vez mais rico de amor, encerrando no próprio peito o tesouro intransferível da luz que te coroará de felicidade inextinguível nos cimos da glória eterna.
Emmanuel
(Psicografado por Francisco C. Xavier)
(Livro – “Espiritismo e Ecologia”, Ed. FEB)
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terça-feira, 20 de janeiro de 2015

Clóvis Tavares - Certidão de Imortalidade

         “Clóvis não se afastará de nós, porque, em verdade, temo-lo cada vez mais vivo, dentro de nós. É a conclusão a que cheguei, porque ele, por si, é uma CERTIDÃO DE IMORTALIDADE, em nossos caminhos. Aquele coração abençoado que palpitou entre os nossos não pode estar ausente. Ele estará constantemente em nós e conosco, orientando-nos os passos e refazendo-nos as forças.”
Chico Xavier
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            "Quando chorarmos, quando a dor mais áspera atingir nosso coração ou nosso caminho, procuremos, numa sublime experiência cristã, outro alguém - que é sempre nosso irmão! - para ajudá-lo a levar sua carga."
Clóvis Tavares

(Trecho do livro "De Jesus Para os Que Sofrem")
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quinta-feira, 1 de janeiro de 2015

Carta de Ano Novo

        "Embora ninguém possa voltar atrás e fazer um novo começo, qualquer um pode começar agora e fazer um novo fim." (F. C. Xavier)
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FELIZ
FELIZ ANO NOVO!
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CARTA DE ANO NOVO
Ano Novo é também renovação de nossa oportunidade de aprender, trabalhar e servir.
O tempo, como paternal amigo, como que se reencarna no corpo do calendário, descerrando-nos horizontes mais claros para a necessária ascensão.
Lembra-te de que o ano em retorno é novo dia a convocar-te para execução de velhas promessas, que ainda não tiveste a coragem de cumprir.
Se tens inimigo, faze das horas renascer-te o caminho da reconciliação.
Se foste ofendido, perdoa, a fim de que o amor te clareie a estrada para frente.
Se descansaste em demasia, volve ao arado de tuas obrigações e planta o bem com destemor para a colheita do porvir.
Se a tristeza te requisita, esquece-a e procura a alegria serena da consciência feliz no dever bem cumprido.
Novo Ano! Novo Dia!
Sorri para os que te feriram e busca harmonia com aqueles que te não entenderam até agora.
Recorda que há mais ignorância que maldade, em torno de teu destino.
Não maldigas, nem condenes.
Auxilia a acender alguma luz para quem passa ao teu lado, na inquietude da escuridão.
Não te desanimes, nem te desconsoles.
Cultiva o bom ânimo com os que te visitam, dominados pelo frio do desencanto ou da indiferença.
Não te esqueças de que Jesus jamais se desespera conosco e, como que oculto ao nosso lado, paciente e bondoso, repete-nos de hora a hora: – Ama e auxilia sempre.
Ajuda aos outros, amparando a ti mesmo, porque se o dia volta amanhã, eu estou contigo, esperando pela doce alegria da porta aberta de teu coração.
Emmanuel
(Livro “Vida e Caminhopsicografado por Francisco Cândido Xavier)
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quinta-feira, 25 de dezembro de 2014

Silêncio! É Natal!

     Não sei falar, irmão Leão. Só poderia dizer algumas palavras soltas, contudo, é melhor o silêncio com as lágrimas. (São Francisco)
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     Quando um profundo silêncio tudo envolvia, e a noite chegava ao meio de seu curso, do alto do céu, a vossa palavra onipotente, deixando o vosso real trono, lançou-se... (Sab 18: 14-15)

     E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade. (Jo 1:14)
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     Partindo do âmago do Pai, ela veio ao seio de uma mãe… A Palavra de Deus vem pois a nós do seu trono real; ela abaixa-se para nos elevar; ela empobrece-se para nos enriquecer; ela faz-se homem para nos divinizar.
     Todas as coisas estavam mergulhadas no meio do silêncio, quer dizer entre os profetas que já não falavam e os apóstolos que falariam mais tarde… Que a Palavra do Senhor venha agora àqueles que fazem silêncio. Escutemos o que o Senhor nos diz no fundo de nós próprios. Que os movimentos e os gritos desastrosos da nossa carne se calem, que as nossas orelhas atentas escutem livremente o que diz o Espírito, para que escutem a voz que está acima do firmamento. (Julião de Vézelay, monge beneditino do século XI)
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terça-feira, 23 de dezembro de 2014

Você é o Natal

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VOCÊ É O NATAL

O Natal costuma ser sempre uma ruidosa festa; entretanto se faz necessário o silêncio, para que se consiga ouvir a voz do Amor.
Natal é você, quando se dispõe, todos os dias, a renascer e deixar que Deus penetre em sua alma.
         O pinheiro de Natal é você, quando com sua força, resiste aos ventos e dificuldades da vida.
         Você é a decoração de Natal, quando suas virtudes são cores que enfeitam sua vida.
Você é o sino de Natal, quando chama, congrega, reúne.
A luz de Natal é você quando com uma vida de bondade, paciência, alegria e generosidade consegue ser luz a iluminar o caminho dos outros.
Você é o anjo do Natal quando consegue entoar e cantar sua mensagem de paz, justiça e de amor.
A estrela-guia do Natal é você quando consegue levar alguém ao encontro do Senhor.
Você será os Reis Magos quando conseguir dar, de presente, o melhor de si, indistintamente a todos.
A música de Natal é você quando consegue também sua harmonia interior.
O presente de Natal é você quando consegue comportar-se como verdadeiro amigo e irmão de qualquer ser humano.
O cartão de Natal é você quando a bondade está escrita no gesto de amor, de suas mãos.
Você será os “votos de Feliz Natal” quando perdoar, restabelecendo de novo, a paz, mesmo a custo de seu próprio sacrifício.
A ceia de Natal é você quando sacia de pão e esperança, qualquer carente ao seu lado.
Você é a noite de Natal quando consciente, humilde, longe de ruídos e de grandes celebrações, em silêncio recebe o Salvador do Mundo.
Um muito Feliz Natal a todos que procuram assemelhar-se com esse Natal.
Papa Francisco
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quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

A História do Primeiro Presépio

Trecho do filme "Clara e Francisco" - Direção: Fabrizio Costa.
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O povo chamejante desceu até à baixada e começou a subir, lentamente, pelas curvas de um caminho, até chegar à gruta. As rochas, iluminadas por aquelas luzes de chamas, davam uma impressão indescritível.
Tinham preparado, na entrada da gruta, um enorme presépio, com feno e palha. De um lado, em pé, um burrinho comia o tempo todo. Do outro lado, um boi não menos manso. Junto ao presépio, de pé, repleto de consolação e felicidade, o Pobre de Assis esperava o começo da liturgia.
Francisco aproximou-se do povo, colocando-se entre o presépio e os assistentes. Começou a falar. Parecia que ia cair em pranto. Repetia muitas vezes: Amor! Amor! Amor! Depois começou a repetir estas palavras soltas: Infância, Pobreza, Paz, Salvação. Às vezes, parecia a ponto de chorar.
Mas, aconteceu o inesperado. A ameaça de choro foi desaparecendo, pouco a pouco, e o Irmão ficou completamente sereno, insensível e ausente. Esquecendo o povo, começou a dirigir a palavra a “Alguém” que, supostamente, encontrava-se em cima do presépio, como se não existisse mais ninguém no mundo. Agia como uma mãe com seu bebê: sorria para ele, fazia-lhe gestos e usava expressões que as usam com seus filhinhos, no berço.
Pronunciava “Jesus”, “Menino de Belém” com uma cadência inefável. Era como se seus lábios se untassem de mel, e agia como quem saboreia o doce que ficou nos lábios. Repetia, muitas vezes, a palavra “Belém” como se fosse o balido de uma ovelha, no estábulo de Belém.
Inclinava-se para o presépio, como se fosse beijar alguém ou tomá-lo nos braços, como se fizesse as carícias que as mães fazem para com seus filhinhos.
João Velita garantiu ter visto, com os próprios olhos, o Menino Jesus adormecido. Ao sentir as carícias de Francisco, o Menino despertou e sorriu para o Irmão. Isso foi o que afirmou João Velita.
Foi uma noite inesquecível. Todos os habitantes de Grécio tiveram a impressão de que sua gruta tinha sido transformada numa nova Belém, e contavam milagres.
(Trecho do livro “O Irmão de Assis” de Inácio Larrañaga)
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segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Vinte Anos sem Tom

Faz vinte anos que, de forma meio repentina, partiu o Maestro soberano Antônio Carlos de Almeida Brasileiro Jobim ou, simplesmente, Tom Jobim. Recordo-me, ainda hoje, o susto com que recebi a notícia do seu falecimento por parada cardíaca em Nova Iorque e a tristeza que senti. 

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PASSARIM
Letra e Música de Tom Jobim
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“Quando uma árvore é cortada ela renasce em outro lugar. Quando eu morrer quero ir para esse lugar, onde as árvores vivem em paz.” 
( Tom Jobim)

“O meu Jardim Botânico não é muito o das palmeiras imperiais. É mais obscuro, da borda do mato, das sabiás, dos micos, do caxinguelê, da juriti e da... cuidado! Eventual jararaca... Os acarás de pinta azul e preta, parados na correnteza.” 
(Tom Jobim)
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Eu cá de baixo, no meu quarto exíguo ,
Tenho uma impressão estranha, mas feliz,
De que sou a raiz obscura e dolorosa 
de uma árvore pujante ,
De cujos ramos, cheios de orvalho e pranto,
Brincam dois passarinhos encantados,
Eriçam as penas festejando a vida.
Jorge Jobim
(Pai do Tom)
(trecho do poema Felicidade)
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terça-feira, 25 de novembro de 2014

Oração do Natal

Uma oração para refletir o Natal que se aproxima.
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Oração do Natal
    Rei Divino, na palha singela, porque te fizeste criança, diante dos homens, quando podias ofuscá-los com a grandeza do Teu Reino?
Soberano da Eternidade, porque estendeste braços pequerruchos e tenros aos pastores humildes, mendigando-lhes proteção, quando o próprio firmamento te saudava com uma estrela sublime, emoldurada de melodias celestes?
Certamente, vinhas ao encontro de nosso coração, para libertá-lo.
Procuravas o asilo de nossa alma, para convertê-la em harpa nas Tuas mãos.
Preferias esmolar segurança e carinho, para que, em te amando, de algum modo, na manjedoura esquecida, aprendêssemos a amar-nos uns aos outros.
Tornavas-Te pequenino para que a sombra do orgulho se desfizesse, em torno de nossos passos, e pedias compaixão, porque não nos buscavas por adornos do Teu carro de triunfo, como vassalos de Tua Glória, mas, sim, por amigos espontâneos de Tua causa e por tutelados de Tua bênção...
E modificaste assim, o destino das nações. Colocaste o trabalho digno, onde a escravidão gerava a miséria, acendeste a claridade do perdão, onde a noite do ódio assegurava o império do crime, e ensinaste-nos a servir e a morrer, para que a vida se tornasse mais bela...
É por isso que, ajoelhados em espírito, recordando-Te o berço pobre, ofertamos-Te o coração...
Arranca-o, Senhor, da grade do nosso peito, enferrujado de egoísmo, e faze-o chorar de alegria, no deslumbramento de Tua luz!... Conduze-nos, ainda, aos tesouros da humildade, para que o poder sem amor não nos enlouqueça a inteligência, e deixa-nos entoar o cântico dos pastores, quando repetiam, em pranto jubiloso, a mensagem dos anjos:
- Glória a Deus nas Alturas, paz na Terra e boa vontade para com os homens!...
Meimei
(Psicografado por F. C. Xavier)
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