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quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Humildade

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"Senhor, fazei com que eu aceite
minha pobreza tal como sempre foi.

Que não sinta o que não tenho.
Não lamente o que podia ter
e se perdeu por caminhos errados
e nunca mais voltou.

Dai, Senhor, que minha humildade
seja como a chuva desejada
caindo mansa,
longa noite escura
numa terra sedenta
e num telhado velho.

Que eu possa agradecer a Vós,
minha cama estreita,
minhas coisinhas pobres,
minha casa de chão,
pedras e tábuas remontadas.
E ter sempre um feixe de lenha
debaixo do meu fogão de taipa,
e acender, eu mesma,
o fogo alegre da minha casa
na manhã de um novo dia que começa.”
Cora Coralina
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Viver assim, é uma bênção divina!...
Compreender é ser sábio.
Pois, a Felicidade está na Simplicidade.
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(Imagem - Pintura retratando Cora Coralina)

domingo, 1 de janeiro de 2012

Feliz Ano Novo

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     "Nós abriremos o livro. Suas páginas estão em branco. Nós vamos pôr palavras nele. O livro chama-se Oportunidade e seu primeiro capítulo é o Dia de Ano Novo."
(Edith Lovejoy Pierce)
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(Imagem - desconheço autor)

sábado, 24 de dezembro de 2011

Naquele Dia...

     Naquele dia Deus nosso Senhor concedeu a sua graça e de noite ressoou o seu louvor.
     Este é o dia que o Senhor fez, alegres exultemos por ele.
     Pois foi-nos dado um Menino amável e santíssimo, nascido por nós à beira do caminho e deitado numa manjedoura, porque não havia lugar na estalagem.
     Glória a Deus nas alturas e paz na terra aos homens de boa vontade.
     Alegrem-se os céus, rejubile a terra, ressoe o mar com tudo o que contém, rejubilem-se os campos e o que neles existe!...
São Francisco de Assis
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Canção de Natal
Mestre Amado, agradecemos,
Em teu Natal de alegria,
A paz que nos anuncia
A vida superior...
Por nossa esperança em festa,
Pelo pão, pelo agasalho,
Pelo suor do trabalho,
Louvado sejas, Senhor!...

Envoltos na luz da prece,
Louvamos-te os dons supremos,
Nas flores que te trazemos,
Cantando de gratidão!...
Felizes e reverentes,
Rogamos-te, Doce Amigo,
A bênção de estar contigo
No templo do coração.
Casimiro Cunha
(Psicografado por Chico Xavier)
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domingo, 18 de dezembro de 2011

O Amor Não Amado...

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Eis que lá das estrelas, Ó Rei celeste,
tu vens nascer na gruta, num frio agreste.
Ó Menino, meu divino,
eu te vejo aqui tremer.
Ó Verbo Encarnado,
oh quanto te custou ter-me amado.

Eis faltam ao Senhor Deus das alturas
os panos e o calor das criaturas.
Meu divino Pequenino,
tal pobreza grande assim
mais me enternece
se penso que é o amor que te empobrece!

Gozando lá no céu toda a ventura,
tu sofres nessas palhas tantas agruras.
Doce eleito do meu peito,
aonde vais em teu amor?
Jesus, eu penso:
por que sofrer assim? – Ó amor imenso!

Mas se é tua vontade sofrer tanto,
por que chorar assim sentido pranto?
Terno Esposo, Deus ditoso,
meu Jesus, compreendo, sim,
Senhor querido:
tu choras, não de dor... – de amor ferido!

Tu choras porque sabes o meu pecado:
depois de tanto amor não ser amado...
Ó eleito de meu peito,
se o passado foi assim,
eu só reclamo
que tu não chores mais, porque já te amo!

E quando estás assim adormecido
teu coração não dorme, enternecido!
Deus amado, imaculado!
Em que pensas tu então?
"Penso na morte,
que hei de sofrer por ti!" – Que amor tão forte!

Morrer por mim, meu Deus, é teu anseio!
E que outro amor hei de eu trazer no seio?
Ó Maria, minha guia:
se não sei amar Jesus,
a ti eu chamo.
Amá-lo vem por mim, pouco o amo...
Santo Afonso Maria de Ligório
(Tradução de Caio Siqueira de Toledo)
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(Imagem - desconheço autor)

sábado, 10 de dezembro de 2011

Prece do Natal

“Luz para alumiar as nações.” ( Lucas, 2-32)
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      Senhor Jesus!...
     Recordando-te a vinda, quando te exaltaste na manjedoura por luz nas travas, vimos pedir-te a bênção.
     Releva-nos; se muitos de nós trazemos saudade e cansaço, assombro e aflição, quando nos envolves em torrentes de alegria.
     Sabes, Senhor, que temos escalado culminâncias... Possuímos cultura e riqueza, tesouros e palácios, máquinas que estudam as constelações e engenhos que voam no Espaço! Falamos de ti – de ti que volveste dos continentes celestes, em socorro dos que choram na poeira do mundo, no tope dos altos edifícios em que amontoamos reconforto, sem coragem de estender os braços aos companheiros que recolhias no chão...
     Destacamos a excelência de teus ensinos, agarrados ao supérfluo, esquecidos de que não guardaste uma pedra em que repousar a cabeça; e, ainda agora, quando te comemoramos o natalício, louva-te o nome, em torno da mesa farta, trancando inconscientemente as portas do coração aos que se arrastam na rua!     Nunca tivemos, como agora, tanta abastança e tanta penúria, tanta inteligência e tanta discórdia! Tanto contraste doloroso, Mestre, tão só por olvidarmos que ninguém é feliz sem a felicidade dos outros... Desprezamos a sinceridade e caímos na ilusão, estamos ricos de ciência e pobres de amor. É por isso que, em te lembrando a humildade, nós te rogamos para que nos perdoes e ames ainda... Se algo te podemos suplicar além disso, desculpa o nada que te ofertamos, em troca do tudo que nos dás e faze-nos mais simples!...
     Enquanto o Natal se renova, restaurando-nos a esperança, derrama o bálsamo de tua bondade sobre as nossas preces, e deixa, Senhor, que venhamos a ouvir de novo, entre as lágrimas de júbilo que nos vertem da alma, a sublime canção com que os Céus te glorificam o berço de palha, ao clarão das estrelas:
     - Glória a Deus nas alturas, paz na Terra, boa vontade para com os homens!
Emmanuel
(Livro Antologia Mediúnica do Natal
Psigrafado por Chico Xavier)
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quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Dezembro...

     Dezembro... tempo de reflexão, de renovação e DOAÇÃO. Tempo de NATAL! Pois Natal é, em essência, buscar Jesus nos irmãos.

     "Cada vez que abaixamos os olhos e conseguimos ver nosso irmão necessitado, tendo a coragem de estender-lhe a mão, reerguendo-o para que caminhe ao nosso lado, estamos fazendo Jesus nascer dentro de nós."
(Leda Maria Flaborea)
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Senhor vem salvar teu povo
Das trevas da escravidão!
Só tu és nossa esperança,
És nossa libertação.

Contigo o deserto é fértil,
A terra se abre em flor.
Da rocha brota água viva,
Da treva nasce o esplendor.

Tu marchas à nossa frente,
És força, caminho e luz.
Vem logo salvar teu povo,
Não tardes Senhor Jesus.
(Hino do Advento)
(desconheço o autor)
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terça-feira, 15 de novembro de 2011

O Tempo

     "O tempo é o advogado de todos. Fala sem palavra e exalta sem louros humanos. Confere a cada um segundo as próprias obras, a alegria ou a dor, a libertação ou o compromisso."
M. Augusta Bittencourt*
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     "Que mistério não é o tempo!
     O tempo porta toda vida e toda atividade aqui na terra lhe é sujeita.
     Pela cruz que o domina, o tempo não é apenas extensão; possui uma profundidade em razão de nossas raízes imortais. O tempo é beleza, é verdade, é virtude, é amor e é esperança. Admirar, compreender, amar, esperar e fazer o bem, isto é DURAR.
     O homem tem pelo menos o consolo e a nobreza de não por a eternidade onde não está. Mas o tempo não cumpriu suas promessas divinas. Nosso tempo perdeu o caminho.
     Que distância da verdadeira vida e aquilo que dela fizermos!"
Antonin Sertillanges
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     "O tempo é empréstimo de Deus. Com ele erramos, com ele retificamos."
Aparecida*
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(*Textos - psicografados por Chico Xavier)
(Imagem - desconheço autor)

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Tua Imagem...

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     "Quando pensei fazer a Tua Imagem com a minha vida, para que os homens a adorassem, eu trouxe a Ti o meu pó e os meus desejos, os meus sonhos e as minhas ilusões coloridas.
     Quando eu pedi que fizesses da minha vida uma imagem do Teu Coração, para que lhe desses o Teu Amor, Tu me trouxeste o Teu Fogo, a Tua Força, a Tua Verdade, a Tua Beleza e a Tua Paz."
Rabindranath Tagore
(Livro: "A Colheita")
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terça-feira, 18 de outubro de 2011

Repartir o Pão

      "A caridade sempre foi a força que me sustentou; tudo sempre valeu a pena, por causa dela... Quando ficava muito aborrecido comigo mesmo, com as minhas imperfeições e erros, procurava a periferia da cidade, visitando as favelas... Sempre encontrei na prática do bem a mensagem de consolação e o conforto espiritual de que me achava carente. (...) Trocava um pedaço de pão por energia para o dia seguinte."
(Chico Xavier)
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      Conta uma legenda da tradição franciscana: Certo dia se surpreendeu Francisco a si mesmo muito alegre porque começava a degustar Deus em todas as coisas. Saiu pelos caminhos cantando e convidando a cantar. Passou por um pessegueiro e lhe disse: “Pessegueiro, meu irmão, fale-me de Deus!” E o pessegueiro estremeceu um pouco como sacudido por brisa leve. E floresceu totalmente como se nele tivesse irrompido a primavera. Francisco saiu mais alegre ainda. Passou por um ribeirinho que se represava naturalmente junto a uma sombra benfazeja. Disse-lhe Francisco embriagado de Deus: “Ribeirinho, meu irmão, fale-me de Deus!” E as águas começaram a borbulhar como se quisessem falar. Depois foram se acalmando até criar-se um espelho de água cristalina. Francisco olhou atentamente para a profundidade. E viu lá dentro o rosto de sua querida Clara. Saiu radiante e mais alegre.
      Um pouco além encontrou, sentados num fio, um bando de passarinhos. “Passarinhos, meus irmãos, falem-me de Deus.” E os passarinhos começaram a piar e a repiar uma melodia que jamais se ouvira naquela região. Depois silenciaram. Formaram como uma cruz e subiram em flecha para o céu sereno. Francisco saiu cantarolando de alegria exuberante. Encontrou um homem com sua mochila às costas como se viesse de longa caminhada. Disse-lhe: “meu irmãozinho, fale-me de Deus!” E o irmão nada disse. Tomou Francisco pela mão e com carinho o conduziu consigo à cidade. Chegaram ao centro. Atravessaram a cidade e pararam na periferia onde moram os pobres. Foi à pequena praça, onde se busca a água escassa, onde estão as mulheres que lavam a roupa, os velhos que conversam, os mais pobres que esmolam, as crianças que brincam. Sentou-se junto à primeira roda. Abriu a mochila e foi distribuindo pão com mão generosa. Todos começaram a se aproximar. Recebiam o pão e se afastavam. A mão entrava e saia da mochila. O pão era distribuído fartamente.
      E na medida em que os homens repartiam entre si o pão recebido, uns ajudando os outros, o pão miraculosamente não faltava da mochila e bastava a todos os necessitados. Depois, muito grave, apenas olhou para o céu e disse: “Pai-nosso”. Em seguida olhando em volta apenas disse: “O pão nosso!” Francisco entendeu e não se continha de tanta alegria porque encontrara Deus no partir o pão e nos irmãos pobres e necessitados que repartiam entre si o pão recebido.
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terça-feira, 4 de outubro de 2011

Francisco - um uomo di Dio!

         “Queria que os maiores se unissem aos menores, que os sábios se ligassem aos simples por um amor fraterno e que os afastados se sentissem ligados por um amor de união.” (São Francisco)
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        Subindo certa feita Frei Bonaventura, hortelão do convento da Porciúncula, o Monte Subásio com um confrade de país distante, perguntou-lhe o dito confrade o que seria a espiritualidade franciscana. Frei Bonaventura, homem simples e muito espiritual, com voz doce, respondeu: “A espiritualidade franciscana é São Francisco. E quem é São Francisco? Basta dizer-lhe o nome e todos já têm a mesma idéia. E a idéia é esta: São Francisco ‘é um uomo di Dio!’ E porque era homem de Deus sempre viveu em tudo o essencial. Por isso era simples, cortês e terno para com todos, como Deus em sua misericórdia”.
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Tentando caminhar nas trilhas de São Francisco
Irmão que viveste na úmbria
acende estas palavras com a tua sombra
silenciosa companheira
fazendo-nos amar os caminhos.
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ensina tua alma amiga
a gostar dos ventos
vive profunda indefesamente
a ciência da esperança
ela é fiel
e a mais lúcida de tuas irmãs
ela vive a medida da desmedida
e ousa contemplar o segredo do tempo.
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Amar
único verbo
sereno a mover-se
sobre a ofuscante certeza da eternidade
irmão que um dia viveste na úmbria
senhor irmão aceso pelo amor
incandesce os nossos caminhos
mas tão profundamente
que possamos amar as sombras
e sem ódio ou temor
ver as estrelas perdidas no deserto olhar do lobo.
José Paulo
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