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sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Carta do Perdão

Em Lembrança do Dia do Perdão da Porciúncula
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CARTA DO PERDÃO
Alma boa, onde estiveres,
Tranquiliza quem te escuta,
Seja na dor ou na luta
Da prova que envolva alguém...
Construindo entendimento,
Eis que a vida te deseja
A palavra benfazeja
Na garantia do bem.

Recorda: às vezes, o incêndio
Que se amplia, cresce e arrasa
É uma faísca de casa,
Mantida em desatenção;
Vemos também grandes males,
Surgindo de bagatela
Que a sombra desenovela
Num pingo de irritação.

Fita os Céus... De estrela a estrela,
O Universo brilha e avança
Com garbos de segurança
Que não se sabe explicar;
É Deus que nos lembra à vida,
Desde os Páramos Supremos,
O dever que todos temos
De servir e edificar.

Onde estiveres, atende
Ao nosso claro programa:
Desculpa, trabalha e ama
Em qualquer senda a transpor;
Onde a discórdia apareça,
Aí é que Deus te eleva
Por luz que dissipe a treva
Na bênção do Eterno Amor.
Maria Dolores
(Livro: "Maria Dolores",
psicografado por Francisco Cândido Xavier)
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sábado, 20 de julho de 2013

Gratidão Pelos Amigos

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Gratidão Pelos Amigos
Agradeço, meu Deus,
Em minha prece enternecida,
As almas boas que me deste à vida,
No campo da afeição!...
Agradeço os amigos que me emprestas,
Que me toleram falhas e defeitos,
E equilibram-me os passos imperfeitos,
Dando-me paz e luz ao coração.

Agradeço-te, oh! Pai,
A sensação confortadora e amena
Com que a palavra deles me asserena,
Em meus dias de dor...
E o silêncio que fazem para as lutas
De que preciso para burilar-me,
Enxugando-me o pranto sem alarme
Pela bênção do amor.

Agradeço o socorro que me trazem,
Mostrando desapego nobre e raro,
Para que eu seja apoio ao desamparo,
Esperança de alguém!...
E a caridade com que me estimulam
A ser trabalho, bênção, alegria,
Aprendendo a viver, dia por dia,
Nos domínios do bem.

Por toda a santa generosidade
Da estima doce e pura
De quantos me recebem sem censura,
Ternos amigos meus!...
Eis-me ao sol da oração,
Para dizer-te, oh! Pai do Infinito Universo,
Na singela pobreza do meu verso,
Obrigado, meu Deus!...
Maria Dolores
(Livro: “Antologia da Espiritualidade

Psicografado por Chico Xavier)
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       Hoje, DIA DO AMIGO, deixo aqui, aos que ainda visitam esse espaço e aos que, porventura, não mais entram nos blogs, minha GRATIDÃO e meu CARINHO por todo esse tempo de convivência e partilha. Deus abençoe a todos! 
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     Dedico essa postagem a alguém em especial que há 10 anos, no dia de meu aniversário, partiu deixando uma grande saudade. Refiro-me a Gilda Duncan, uma AMIGA querida que marcou a vida de tantos jovens, como eu, em nossa Escola Jesus Cristo.

segunda-feira, 8 de julho de 2013

O Amor Segundo Francisco

     "Ama os que te causam desgosto, nada mais desejando deles além do que te der o Senhor.
     Ama-os como são, sem desejar, para teu proveito, que sejam cristãos melhores... Que nenhum irmão, ainda que tenha pecado a mais não poder, saia de tua presença, depois de ver os teus olhos, sem obter perdão, se de ti o tiver solicitado. 
     E se, depois disso, ainda mil vezes ele se apresentar diante de ti, ama-o mais do que a mim, a fim de conduzi-lo ao Senhor."
(Francisco de Assis)
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     "Irmão Leão, qual a diferença entre Deus e o Amor? São duas faces de uma mesma substância. O Amor transforma os cemitérios em jardins. A vestidura do amor é o silêncio. Nas harpas de ouro não há tanta melodia, nem nas artérias da primavera tanta vida, nem no amanhecer tanto esplendor como no seio do Amor.
     Quando o povo se acalmou, São Francisco agitou os braços, gritando: Amor, Amor, Amor. Queimem, nas brasas do Amor, as suas rivalidades e egoísmos. Santo Amor, asa de proteção, ninho de vida, forma de felicidade, abrigo dos pequenos, cadeia imortal, guarda da paz, sombra fresca, mãe eterna, criança adormecida, mar inesgotável, música sem palavras, melodia imortal... 
     Francisco estava como que embriagado. Continuou: Amem-se uns aos outros. Amem seus inimigos. Amem as pedras, as árvores, os pássaros, os peixes, as rãs... Amem as moscas, os sapos, as aranhas, os morcegos, as corujas... Amem as cobras, que elas não os morderão. Amem os lobos e não os devorarão. Amem seus inimigos e se tornarão crianças bondosas. Levantem a bandeira do Amor e as rivalidade irão desaparecer, as guerras desaparecerão e se extinguirão as invejas e as ofensas. Deus é Amor. O Amor é mais forte que a morte. Levem amor onde houver ódio. Onde houver ofensa, levem perdão. Onde houver discórdia, união. 
     O cordeiro vai descansa junto ao lobo. Gaviões e rouxinóis cantarão a uma só voz. As espadas vão ser transformadas em arados; os soldados em semeadores; os campos de batalha em trigais; não haverá fronteiras nem pátrias para dividir irmãos contra irmãos, a paz cobrirá a terra inteira e Deus será tudo em todos." 
(Trecho do livro "O Irmão de Assis")

quinta-feira, 27 de junho de 2013

Uma Bênção num Dia Especial

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     “Uma bênção não é algo que uma pessoa oferece à outra. Uma benção é um momento de encontro, um certo tipo de relacionamento no qual as pessoas envolvidas lembram-se e reconhecem sua verdadeira natureza e seu real valor, fortalecendo a inteireza uma da outra. Cultivando essa inteireza nos relacionamentos, oferecemos ao outro a oportunidade de ser inteiro sem nenhum constrangimento e de tornar-se um abrigo contra tudo aquilo que não seja verdadeiro dentro dele e ao seu redor. Fazemos com que o outro seja capaz de saber quem ele é.”
(Rachel Naomi Remen)
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      Em oração, singelamente, rogo hoje uma Bênção para alguém que, ao longo desses quase 30 anos de convivência e amizade, tem fortalecido meu coração. Deus ampare esta alma querida!
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domingo, 23 de junho de 2013

Nos Momentos Graves

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Nos Momentos Graves
     Use calma. A vida pode ser um bom estado de luta, mas o estado de guerra nunca será uma vida boa.
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     Não delibere apressadamente. As circunstâncias, filhas dos Desígnios Superiores, modificam-nos a experiência, de minuto a minuto.
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     Evite lágrimas inoportunas. O pranto pode complicar os enigmas ao invés de resolvê-los.
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     Se você errou desastradamente, não se precipite no desespero. O reerguimento é a melhor medida para aquele que cai.
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     Tenha paciência. Se você não chega a dominar-se, debalde buscará o entendimento de quem não o compreende ainda.
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     Se a questão é excessivamente complexa, espere mais um dia ou mais uma semana, a fim de solucioná-la. O tempo não passa em vão.
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     A pretexto de defender alguém, não penetre o círculo barulhento. Há pessoas que fazem muito ruído por simples questão de gosto.
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     Seja comedido nas resoluções e atitudes. Nos instantes graves, nossa realidade espiritual é mais visível.
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     Em qualquer apreciação, alusiva a segundas e terceiras pessoas, tenha cuidado. Em outras ocasiões, outras pessoas serão chamadas a fim de se referirem a você.
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     Em hora alguma proclame seus méritos individuais, porque qualquer qualidade excelente é muito problemática no quadro de nossas aquisições. Lembre-se de que a virtude não é uma voz que fala, e, sim, um poder que irradia.
André Luiz
(Livro: “Agenda Cristã” – Psicografia de Chico Xavier)

domingo, 2 de junho de 2013

Ruth - Que tem Beleza Plena

     “Nós temos a obrigação de ser multiplicadores da dádiva que recebemos. Vamos ser multiplicadores não apenas com discurso, não apenas com livros escritos; mas pelo nosso exemplo, pela nossa constância, pela nossa obra.”
(Ruth Maria)
(Trecho da entrevista a Comissão de Memória da Escola Jesus Cristo em 12/10/2010)
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Ruth - Que tem Beleza Plena
“Saudade só se sente de quem
 escreveu sua história na nossa (...).”
 (Aíla Sampaio)
     Soube que o nome Ruth significa “que tem beleza plena”, o que representa muito bem Dona Ruth. Falo da professora Ruth Maria Chaves de Oliveira Martins que faleceu no último dia 30 de maio pela manhã, aos 79 anos, no mês das mães, no dia de ‘Corpus Christi’ (Corpo de Cristo). Ela que foi mãe extremosa e amorosa de seus filhos e fez-se mãe de tantos outros jovens como eu, que tiveram a felicidade de tê-la como professora da Mocidade de nossa Escola Jesus Cristo; ela que amou o Evangelho e compartilhou esse amor com muitos, no estudo e no trabalho, através das palavras sempre sábias e equilibradas, e das mãos, sempre caridosas em atos de doação.
     Como dizia, seu nome a define bem, pois trazia a perfeita beleza da alma, uma grande alma que se fez pequena, que buscou se apagar para o mundo e se iluminar para Deus; e, nesse processo, iluminou a tantos, levando o conhecimento às mentes e o amor aos corações. A objetividade e a sinceridade eram traços marcantes de sua personalidade, e assim, de forma objetiva e sincera, se dedicou a Jesus e se doou ao Evangelho, tornando-se uma MULHER de ORAÇÃO.
    Não podia deixar de falar do seu amor aos animais, de seu cuidado e ternura com cada um deles. Eram como filhos.Tinha-os como irmãos num perfeito sentimento franciscano. Pude testemunhar, por diversas vezes, seu pesar e suas lágrimas quando da perda de algum.
     Dona Ruth, a senhora partiu e deixou em nossas vidas um vazio que a saudade vai preenchendo e nos mostrando a responsabilidade que ficou de prosseguir, principalmente na dedicação e no trabalho de amor ao próximo. Que possamos ser multiplicadores de bênçãos, seguindo seu grande exemplo!
     Que o Senhor a abençoe e a recompense por tudo! Sei que Ele a está amparando! Certamente, encontra-se feliz em rever as filhinhas queridas, o amado esposo e os amigos que já haviam partido.
     Agradeço a Deus ter desfrutado de sua amizade imerecida, ter sido seu aluno e, por sua caridosa consideração, ter a mim como filho. Fica aqui, um beijo de reconhecimento do menor de todos!
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sexta-feira, 10 de maio de 2013

Pelo Dia das Mães

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CORAÇÃO DE MÃE

Dizem que quando a Terra foi criada
Fazendo-se possuída
Pelos filhos da vida
Que vinham de outros mundos,
Tudo na estrada humana,
Cortando a imensidão dos campos infecundos
Era a dominação do ódio que se aferra
A dissensão, à morte, ao desespero e à guerra...
Foi quando um mensageiro
Do Céu às criaturas,
Regressou às Alturas
E disse humildemente ao Grande Deus:
- Senhor!
O que posso fazer dos homens sem amor?
Do cérebro mais tardo ao gênio mais precoce,
Tudo na Terra é luta em conquistas da posse.
Compadece-te oh! Pai!... veneno, flecha e clava
Formam no mundo inteiro a Humanidade escrava,
Da descrença, do mal, da impiedade e do crime,
Sem qualquer esperança a que se arrime.
Já não se aguenta ouvir os urros do mais forte
E o choro dos vencidos,
Pisados, massacrados e caídos
Nos sarcasmos da morte.
Que fazer, Grande Deus, nas trevas dessa luta,
Em que a luz se nos nega e ninguém nos escuta?
Revelou-se que o Pai de Infinita Bondade,
Pensou, por muito tempo, e disse, comovido:
- Aceito, filho meu, quanto me falas,
Entendo-te o pedido!...
Volta ao mundo a servir na tarefa em que avanças,
Os que morrem no mal renascerão crianças.
A Terra evoluirá – ponderou o Senhor –
Ninguém alterará minha obra de amor.
A fim de desarmar a violência e a cobiça,
Instalarei no mundo a força da Justiça
E para que haja amor exterminado o orgulho,
Sem pancada, sem grito, sem barulho,
Enviarei alguém,
Que ame os filhos meus, com o meu amor ao bem,
Na exaltação da paz, em desprezo a ninguém.
Alguém que saiba amar, a servir e a sofrer,
Cultivando o perdão como simples dever.
Dizem que foi assim
Que a Terra começou a fazer-se jardim.
Ouviu-se verbo novo, alteraram-se imagens,
E conforme o Senhor mandou e prometeu,
Entre as rudes mulheres dos selvagens,
O Coração de Mãe apareceu.

Maria Dolores
(Livro “Maria Dolores”, psicografado por Chico Xavier)
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terça-feira, 23 de abril de 2013

Exercícios para o Espírito

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VINTE EXERCÍCIOS
Executar alegremente as próprias obrigações.
Silenciar diante da ofensa.
Esquecer o favor prestado.
Exonerar os amigos de qualquer gentileza para conosco.
Emudecer a nossa agressividade.
Não condenar as opiniões que divergem da nossa
Abolir qualquer pergunta maliciosa ou desnecessária.
Repetir informações e ensinamentos sem qualquer azedume.
Treinar a paciência constante.
Ouvir fraternalmente as mágoas dos companheiros sem biografar nossas dores.
Buscar sem afetação o meio de ser mais útil.
Desculpar sem desculpar-se.
Não dizer mal de ninguém.
Buscar a melhor parte das pessoas que nos comungam a experiência.
Alegrar-se com a alegria dos outros.
Não aborrecer quem trabalha.
Ajudar espontaneamente.
Respeitar o serviço alheio.
Reduzir os problemas particulares.
Servir de boa mente quando a enfermidade nos fira.
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O aprendiz da experiência terrena que quiser e puder aplicar-se, pelo menos, a alguns dos vinte exercícios aqui propostos, certamente receberá do Divino Mestre, em plena escola da vida, as mais distintas notas no curso da Caridade.
Scheilla
(Livro Ideal Espírita – Psicografado por Chico Xavier)
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quinta-feira, 28 de março de 2013

Luz das Nações

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SIMPLICIDADE

     Era ele tão simples que nasceu sem a proteção das paredes domésticas.
     Não encontrou senão alguns homens iletrados e rudes que lhe apoiaram o trabalho na construção da obra imensa.
     Ensinava a revelação do Céu, nas praias e nos campos, quando não estivesse em casas e barcos emprestados.
     Conversou com mulheres anônimas e algumas crianças esquecidas.
     Todos os infelizes se lhe fizeram a grande família.
     Valorizava a amizade, com tal devotamente, que chorou por um amigo morto.
     Alimentou os que tinham fome.
     Restaurou os doentes e defendeu todos aqueles que se vissem humilhados pela injustiça.
     Aconselhou o respeito para com as autoridades do mundo e a obediência perante as leis de Deus.
     Pregou sempre o amor e a concórdia, a solidariedade e o perdão, a paciência e a alegria.
     Mas, porque se abstivesse de partilhar o carro das vantagens terrestres, foi conduzido à cruz e a morte dele passou como sendo a de um malfeitor.
     Entretanto, desde o extremo sacrifício, transformou-se no símbolo de paz e renovação para o mundo inteiro.
     Esse herói da simplicidade tem o nome de Jesus Cristo.
     Seu poder cresce com os séculos e a sua mensagem, ainda hoje quanto sempre, é a esperança dos povos e a luz das nações.
André Luiz
(Livro – “Seara de Fé”)
(Psicografado por Chico Xavier)
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sexta-feira, 22 de março de 2013

O PÃO DE CRISTO....

     “Eu sou o pão da vida; aquele que vem a mim não terá fome; e quem crê em mim nunca terá sede.” (Jo 6: 35)
     “E tomando o pão, havendo dado graças, partiu-o, e deu-lho, dizendo: Isto é o meu corpo, que por vós é dado; fazei isto em memória de mim.” (Lc 22: 19)
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     Uma reflexão para a semana SANTA.
     Parta o PÃO DA VIDA!
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O PÃO DE CRISTO....
      O que se segue é um relato verídico sobre um homem chamado Victor.
     Depois de meses sem encontrar trabalho, viu-se obrigado a recorrer à mendicância para sobreviver, coisa que o entristecia e envergonhava muito.
     Numa tarde fria de inverno, encontrava-se nas imediações de um clube social, quando viu chegar um casal.
     Victor lhe pediu algumas moedas para poder comprar algo para comer.
     - Sinto muito, amigo, mas não tenho trocado - disse ele...
     Sua esposa, ouvindo a conversa perguntou:
     - Que queria o pobre homem?
     - Dinheiro para comer. Disse que tinha fome - respondeu o marido.,
     - Lorenzo, não podemos entrar e comer uma comida farta que não necessitamos e deixar um homem faminto aqui fora!
     - Hoje em dia há um mendigo em cada esquina! Aposto que quer dinheiro para beber!
     - Tenho uns trocados comigo. Vou dar-lhe alguma coisa!
     Mesmo de costas para eles, Victor ouviu tudo que disseram.
     Envergonhado, queria se afastar depressa correndo dali, mas neste momento ouviu a amável voz da mulher que dizia:
     - Aqui tens algumas moedas. Consiga algo de comer, ainda que a situação esteja difícil, não perca a esperança. Em algum lugar existe um lugar de trabalho para você. Espero que encontre.
    - Obrigado, senhora. Acabo de sentir-me melhor e capaz de começar de novo... A senhora me ajudou a recobrar o ânimo! Jamais esquecerei sua gentileza.
    - Você estará comendo o Pão de Cristo! Partilhe-o - Disse ela com um largo sorriso dirigido mais a um homem que a um mendigo.
    Victor sentiu como se uma descarga elétrica lhe percorresse o corpo. Encontrou um lugar barato para se alimentar um pouco.
     Gastou a metade do que havia ganhado e resolveu guardar o que sobrara para o outro dia, comeria 'O Pão de Cristo' dois dias. Uma vez mais aquela descarga elétrica corria por seu interior.
     O PÃO DE CRISTO!
     - Um momento! - Pensou. - Não posso guardar o pão de Cristo somente para mim mesmo.
     Parecia-lhe escutar o eco de um velho hino que tinha aprendido na escola dominical. Neste momento, passou a seu lado um velhinho.
     - Quem sabe, este pobre homem tenha fome, pensou - Tenho que partilhar o Pão de Cristo.
     - Ouça, exclamou Victor - Gostaria de entrar e comer uma boa comida?
     O velho se voltou e encarou-o sem acreditar.
     - Você fala sério, amigo? O homem não acreditava em tamanha sorte, até que estivesse sentado em uma mesa coberta, com uma toalha e com um belo prato de comida quente na frente.
     Durante a ceia, Victor notou que o homem envolvia um pedaço de pão em sua sacola de papel.
     - Está guardando um pouco para amanhã? Perguntou.
     - Não, não. É que tem um menininho que conheço onde costumo frequentar que tem passado mal ultimamente e estava chorando quando o deixei. Tinha muita fome. Vou levar-lhe este pão.
     - O Pão de Cristo! Recordou novamente as palavras da mulher e teve a estranha sensação de que havia um terceiro convidado sentado naquela mesa. Ao longe os sinos da igreja pareciam entoar o velho hino que havia soado antes em sua cabeça.
     Os dois homens levaram o pão ao menino faminto que começou a engoli-lo com alegria. De repente, se deteve e chamou um cachorrinho. Um cachorrinho pequeno e assustado.
     - Tome cachorrinho, dou-te a metade - disse o menino.
     O Pão de Cristo alcançara também a ele.
     O pequeno tinha mudado de semblante. Pôs-se de pé e começou a vender o jornal com alegria.
     - Até logo! Disse Victor ao velho. - Em algum lugar haverá um emprego. Não desespere!
     - Sabe? - sua voz se tornou em um sussurro. - Isto que comemos é o pão de Cristo. Uma senhora me disse quando me deu aquelas moedas para comprá-lo. O futuro nos presenteará com algo muito bom!
     Ao se afastar, Vitor reparou o cachorrinho que lhe farejava a perna.
     Agachou-se para acariciá-lo e descobriu que tinha uma coleira onde estava gravado o nome e endereço de seu dono. Victor caminhou um bom pedaço até a casa do dono do cachorro e bateu na porta.
     Ao sair e ver que havia sido encontrado seu cachorro, o homem ficou contentíssimo, e logo sua expressão se tornou séria.
     Estava por repreender Victor, que certamente lhe havia roubado o cachorro, mas não o fez, pois Victor mostrava no rosto um ar e dignidade que o deteve. Disse então:
     - No jornal de ontem, ofereci uma recompensa pelo resgate. Tome!
     Victor olhou o dinheiro meio espantado e disse:
     - Não posso aceitar. Somente queria fazer um bem ao cachorrinho.
     - Pegue-o! Para mim, o que você fez vale muito mais que isto! Você precisa de um emprego? Venha ao meu escritório amanhã. Faz-me muita falta uma pessoa íntegra como você.
     Ao voltar pela avenida aquele velho hino que recordava sua infância, voltou a soar em sua alma. Chamava-se 'PARTE O PÃO DA VIDA':
     'NÃO O CANSEIS DE DAR, MAS NÃO DÊS AS SOBRAS, DAI COM O CORAÇÃO, MESMO QUE DOA'.
     QUE O SENHOR NOS CONCEDA A GRAÇA DE TOMAR NOSSA CRUZ E SEGUI-LO, MESMO QUE DOA!

Autor desconhecido
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