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domingo, 2 de fevereiro de 2014

Acolhimento

     "Buscamos no outro, não a sabedoria do conselho, mas o silêncio da escuta; não a solidez do músculo, mas o colo que acolhe." 
(Rubem Alves)
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Saber Viver
Não sei… Se a vida é curta
Ou longa demais para nós,
Mas sei que nada do que vivemos
Tem sentido, se não tocamos o coração das pessoas.

Muitas vezes basta ser:
Colo que acolhe,
Braço que envolve,
Palavra que conforta,
Silêncio que respeita,
Alegria que contagia,
Lágrima que corre,
Olhar que acaricia,
Desejo que sacia,
Amor que promove.

E isso não é coisa de outro mundo,
É o que dá sentido à vida.
É o que faz com que ela
Não seja nem curta,
Nem longa demais,
Mas que seja intensa,
Verdadeira, pura…
Enquanto durar.
Cora Coralina
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domingo, 5 de janeiro de 2014

Vida e Responsabilidade

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         Na realidade, nunca encontrei uma pessoa cuja maior necessidade não fosse senão o amor.
        Amor incondicional, verdadeiro.
     Pode-se encontrá-lo num casamento ou num simples gesto de bondade a alguém que precisa de ajuda. Mas o amor é inconfundível. É sentido no coração. É a fibra comum da vida, a chama que nos aquece a alma, ativa nosso espírito e fornece paixão às nossas existências. É o nosso vínculo com Deus e com cada uma das outras pessoas.
    Todas as pessoas passam por dificuldades na vida. Algumas são grandes e outras não parecem tão importantes. Mas são lições que temos de aprender. Fazemos isso através das escolhas, das opções. Para ter uma boa vida, é consequentemente uma boa morte, digo às pessoas para fazerem suas escolhas tendo em vista o objetivo do amor incondicional e perguntando a si mesmas: “Que serviços estou prestando?”
     A capacidade de fazer escolhas é a liberdade que Deus nos deu, a liberdade para crescer e amar. A vida é uma responsabilidade.
Elizabeth Klüber-Ross
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quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

Reflexão para Começar 2014

        "Jamais haverá ano novo se continuar a copiar os erros dos anos velhos." (Luís Vaz de Camões)
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        "Não precisamos esperar o 'feliz ano novo!' para sermos felizes. Podemos viver com metas mais curtas: tentar fazer um feliz minuto, uma feliz hora, um feliz dia novo! E o que pode torná-lo novo é a mudança que devemos promover dentro de cada um de nós." (Cárita Maia R. Alves)
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CARTA DE ANO BOM

Entre um ano que se vai
E outro que se inicia,
Há sempre nova esperança,
Promessas de Novo Dia...

Considera, meu amigo,
Nesse pequeno intervalo,
Todo o tempo que perdeste
Sem saber aproveitá-lo.
..................................

Ano Novo!... Pede ao Céu
Que te proteja o trabalho,
Que te conceda na fé
O mais sublime agasalho.

Ano Bom!... Deus te abençoe
No esforço que te conduz
Das sombras tristes da Terra
Para as bênçãos de Jesus.

Casimiro Cunha (por Chico Xavier)

terça-feira, 24 de dezembro de 2013

Algo Mais no Natal

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Algo Mais no Natal
Senhor Jesus!
Diante do Natal, que te lembra a glória na manjedoura, nós te agradecemos:
a música da oração;
o regozijo da fé;
a mensagem de amor;
a alegria do lar;
o apelo à fraternidade;
o júbilo da esperança;
a bênção do trabalho;
a confiança no bem;
o tesouro de tua paz;
a palavra da Boa Nova
e a confiança no futuro!…
Entretanto, ó Divino Mestre! de corações voltados para o teu coração, nós te suplicamos algo mais!…
Concede-nos, Senhor, o dom inefável da humildade para que tenhamos a precisa coragem de seguir-te os exemplos!
EMMANUEL
(Livro “À Luz da Oração”, psicografado por Chico Xavier.)
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sábado, 14 de dezembro de 2013

Reflexão de Natal

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Natal é o momento de voltar a ser menino. Abandonar tudo aquilo que, em nós, não é próprio da infância: vingança, mágoa, ressentimento, lembrança de coisas más, ambições desmedidas... Se tais sentimentos existem numa criança é porque fizemos dela um adulto precoce.
Naquele Menino, Deus entrou em nossa história pela porta dos fundos. Não como filho de César ou do faraó. Mas de um carpinteiro e uma camponesa. Filho de uma família tão pobre que não encontrou lugar em Belém. Teve de nascer como um sem-terra, no cocho, lá onde se guardam animais. Quantas vezes Jesus não encontra lugar também no presépio do nosso coração! Este impregna-se de vaidade, ódio, prepotência, sem que haja lugar para o filho de Maria e José. O próprio Jesus adverte: "Felizes os que têm espírito de pobre" (Mt 5, 3).
Frei Betto
(Trecho do texto “Receita de Natal”)

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quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Lições de Humildade

     "Quanto maiores somos em humildade, tanto mais próximos estamos da grandeza." (Rabindranath Tagora)
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HUMILDADE
Senhor, fazei com que eu aceite 
minha pobreza tal como sempre foi.

Que não sinta o que não tenho. 
Não lamente o que podia ter 
e se perdeu por caminhos errados 
e nunca mais voltou.

Dai, Senhor, que minha humildade 
seja como a chuva desejada 
caindo mansa, 
longa noite escura 
numa terra sedenta 
e num telhado velho.

Que eu possa agradecer a Vós, 
minha cama estreita, 
minhas coisinhas pobres, 
minha casa de chão, 
pedras e tábuas remontadas. 
E ter sempre um feixe de lenha 
debaixo do meu fogão de taipa, 
e acender, eu mesma, 
o fogo alegre da minha casa 
na manhã de um novo dia que começa.
Cora Corolina
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segunda-feira, 4 de novembro de 2013

domingo, 13 de outubro de 2013

Gratidão a Deus

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Gratidão a Deus
Letra e Música: João Cabete
Quando a sombra da tristeza,
Cobrir seus sonhos de ventura.
Quando você quiser chorar,
Diante da taça da amargura.

Quando a dor bater à porta,
Ferindo bem fundo o coração.
Quando a esperança é morta
E a vida amarga ilusão.

Olhe para trás, veja quanta dor.
Súplicas de paz, clamando amor!
Olhos sempre em trevas, mãos mendigam pão,
Bocas que não falam e risos sem razão.

Deixe de chorar, volte a sorrir,
Você é tão feliz, volte a cantar!
Faça uma prece, seja grato a Deus!
Ele sempre abençoa os filhos Seus.

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Nasce o Poverello de Assis


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O Pobre de Assis fez-se mais pequenino do que nunca, mais submisso e dócil do que uma criança. Deixou-se seduzir. Foi arrancado de seus próprios abismos sem se opor. Era como uma folha de árvore arrastada pela correnteza.
(...) Mediu a altura do Altíssimo. E, sem querer, por contraste, mediu sua própria altura. E foi assim que, aos pés do Altíssimo, nasceu o Poverello. Também foi assim que nasceu o Sábio de Assis, quando teve uma visão proporcional da realidade (Deus, mundo, eu).
         Saída, assombro, fascínio, aniquilamento, espanto. Uma impressão contraditória. Quem és tu e quem sou eu? É pergunta, é resposta, é admiração, é afirmação. Adorar, aceitar com humildade e profundidade que o Senhor seja o Altíssimo e que o Irmão seja pequenino. Adorar, não resistir, mas aceitar todo maravilhado e agradecido, começando pela própria pequenez. Adorar, ajoelhar-se aos pés da criação para lavar pés, limpar feridas, pôr insetozinhos em lugar seguro, servir a mesa, reverenciar o insignificante, não desprezar nada, ser irmão mínimo entre os irmãos pequenos da criação. Adorar, aceitar prazenteiramente que o Presente seja o Distante, e que Aquele que é a essência de minha existência seja ao mesmo tempo a Outra Margem, ficar quieto, mudo, estático, amar.
         É a revolução da adoração que faz cair todas as marcas e arrebenta todas as fronteiras humanas.
(Trecho do Livro “O Irmão de Assis” de Inácio Larrañaga)
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       “Só os pobres são capazes de descobrir admirados as insondáveis riquezas da criação. Louvado sejas meu Senhor, pela libertadora e santa Senhora Pobreza.” (São Francisco de Assis)
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Não desprezarei os que desprezam.
Não amaldiçoarei os que amaldiçoam.
Não julgarei os que condenam.
Não odiarei os que exploram.
Amarei os que não amam.
Não excluirei ninguém de meu coração.
Meus preferidos serão os preteridos.
Quanto mais marginalizados pela sociedade,
tanto mais promovidos serão em meu coração.
Na medida em que forem menores
os motivos para serem apreciados,
tanto mais serão amados por mim.
Amarei principalmente os não amáveis.
São Francisco de Assis
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domingo, 22 de setembro de 2013

Somar as Bênçãos

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 “Enriquece de cultura os dotes que te enfeitam a personalidade e realiza na Terra os nobres ideais afetivos que te povoam os pensamentos, no entanto, se queres que a felicidade venha morar efetivamente contigo, auxilia igualmente a construir a felicidade dos outros. Nosso encontro com aqueles que sofrem dificuldades e provações maiores que as nossas será sempre, em qualquer lugar, o nosso mais belo e mais duradouro encontro com Deus.”
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“Em quaisquer embaraços ou crises do caminho, soma as bênçãos que já possuis e reconhecerás que todo motivo para desalento é nuvem pequenina a desfazer-se no céu imenso de tuas possibilidades. Suceda o que suceder nas trilhas da vida, em matéria de amargura ou de aflição, ergue a fronte e caminha para diante, trabalha e aprende, abençoa e serve, porquanto, diante de Deus e à frente dos companheiros que se nos conservam fiéis, a palavra desânimo é quase sempre o outro nome de ingratidão.”
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“Se abolimos a prece na vivência cotidiana, como harmonizar as energias da própria alma, a fim de compreender a vida, no tumulto das experiências menos felizes? Provavelmente estaremos atravessando crises e empeços  nos caminhos da luz, mas se nos ausentarmos voluntariamente da luz para acomodar-nos com a sombra, decerto que a nossa situação, em qualquer terreno, se fará pior.”
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“Não conserves lembranças amargas.
Viste o sonho desfeito. Escutaste a resposta de fel. Suportaste a deserção dos que mais amas. Fracassaste no empreendimento. Colheste abandono. Padeceste desilusão.
Entretanto, recomeçar é bênção na Lei de Deus.
A possibilidade da espiga ressurge na sementeira. A água, feita vapor, regressa da nuvem para a riqueza da fonte. Torna o calor da primavera, na primavera seguinte. Inflama-se o horizonte, cada manhã, com o fulgor do Sol, reformando o valor do dia. Janeiro a janeiro, renova-se o ano, oferecendo novo ciclo ao trabalho.
É como se tudo estivesse a dizer: ‘Se quiseres, podes recomeçar’.
Disse, porém, o Divino Amigo que ninguém aproveita remendo novo em pano velho.
Desse modo, desfaze-te do imprestável. Desvencilha-te do inútil. Esquece os enganos que te assaltaram. Deita fora as aflições improfícuas.
Recomecemos, pois, qualquer esforço com firmeza, lembrando-nos, todavia, de que tudo volta, menos a oportunidade esquecida, que será sempre uma perda real.”
Emmanuel
(Psicografado por Chico Xavier)


(Trechos colhidos do Livro “Amor e Sabedoria de Emmanuel” de Clóvis Tavares)
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