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segunda-feira, 10 de março de 2008

As Ruazinhas

Eu amo de um amor que jamais saberei expressar
Essas pequenas ruas com suas casas de porta e janela,
Ruas tão nuas
Que os lampiões fazem às vezes de álamos,
com toda a vibratilidade dos álamos, petrificada nos troncos imóveis de ferro,
Ruas que me parecem tão distantes
E tão perto
A um tempo
Que eu as olho numa triste saudade de quem já tivesse morrido
Ruas como as que a gente vê em certos quadros,
Em certos filmes:
Meu Deus, aquele reflexo, à noite, nas pedras irregulares do calçamento,
Ou a ensolarada miséria daquele muro a perder o reboco...
Para que eu vos ame tanto
Assim,
Minhas ruazinhas de encanto e desencanto,
É que expressais alguma coisa minha...
Só para mim!
Mário Quintana

***
(Foto - Praça Tiradentes, Ouro Preto )

3 comentários:

Eternessências disse...

Já escrevi um poema sobre a forte impressão afetiva que esta cidade me provoca.
Começa assim:

O segredo destas pedras
está no tempo das valsas,
se esconde nas minas de ouro,
se eleva ao ar junto ao sino
que plange seu longo choro...
Está no tempo das messes,
da mão que ergue a chibata,
das sombras do cativeiro
que enlouquece e que mata...

E por aí vai seguindo... Um dia, talvez eu o publique lá no meu cantinho...
Belíssima foto!
Saudades de lá!...
Beijos de carinho,
Rose.

Carol Timm disse...

Benja,

Linda foto de Ouro Preto.

Um dos primeiros lugares que fotografia, ainda estudante..., foi em Ouro Preto. Fiquei maravilhada pois é uma cidade cheia de ângulos lindos para fotos.

Beijos,
Carol

Marilac disse...

Benja,
Não conheço Ouro Preto,mas através desses poemas e da belissima fotografia toda a beleza dessa cidade invadiu minha alma...
Cidades assim repletas de tradição e beleza sempre nos inspiram e deixam saudades!

Bjs
com carinho,
Marilac

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