Khalil Gibran

As Duas Flores
São duas flores unidas,São duas rosas nascidas
Talvez do mesmo arrebol,
Vivendo no mesmo galho,
Da mesma gota de orvalho,
Do mesmo raio de sol.
Unidas, bem como as penas
Das duas asas pequenas
De um passarinho do céu...
Como um casal de rolinhas,
Como a tribo de andorinhas
Da tarde no frouxo véu.
Unidas, bem como os prantos,
Que em parelha descem tantos
Das profundezas do olhar...
Como o suspiro e o desgosto,
Como as covinhas do rosto,
Como as estrelas do mar.
Unidas... Ai quem pudera
Numa eterna primavera
Viver, qual vive esta flor.
Juntar as rosas da vida
Na rama verde e florida,
Na verde rama do amor!
Castro Alves
*****
(Foto - Irmão Sol, Irmã Lua)
4 comentários:
Benja,
Que linda roseira, que lindo poema!
Esse é um dos meus preferidos sabia? Um dos primeiros que aprendi, Adoro essas rimas.
Que lindo nome você escolheu para este post " viver como as flores" .Essa semana ao voltar do Benfica ( shopping, perto do meu trabalho) eu fiquei tão feliz, a roseira que fora podada , esta florida novamente! Eu fiquei pensando na frase de Cecilia Meireles : "Aprendi com a primavera; a deixar-me cortar e voltar sempre inteira"
bjs
com carinho,
Marilac
Oi Benja, quanto tempo!
Senti saudades!
A lição das flores nos faz pensar nos momentos em que desistimos de quem somos...
Obrigada por me lembrar!
Um beijo fraterno!
Melissa
Benja,
A primaversa está chegando e com ela o nossa vida vai se vestindo de flor.
E que bem nos fazer as flores, não é?
Beijos,
Carol
A junção de Castro Alves e Gibran possibilita para mim uma alegria intensa, pois os dois viveram intensamente a vida, e amaram um amor solidário pela vida, pelo justo, pelo humano.
Parabéns
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