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quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

"Você já viu Deus?"

Senhor, mostra-nos o Pai, o que nos basta.” (Jo 14: 8)
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Minha mãe era analfabeta, nunca quis aprender a ler. Certa vez eu lhe trouxe um caderno e um lápis bentos pelo Papa Paulo VI para ver se ela se animava a aprender. Minha mãe jogou longe, dizendo: “Para que eu quero aprender a ler e escrever se tenho onze filhos que fizeram universidade, quase todos doutores. Para quê? Eles sabem por mim. Não preciso eu estudar e saber.
Mas era uma mulher de grande sabedoria existencial e profunda piedade.
Eu costumava gravar coisas que escrevia para ela escutar. Minha mãe escutava e dizia: “Onde você aprendeu tudo isso? Eu nunca te ensinei tais coisas!
Ao ouvir uma das gravações em que eu falava da experiência de Deus, ela me olhou fundo e fez a pergunta: “Você já viu Deus?
Eu respondi de pronto: “Minha mãe, a gente não vê Deus. Deus é espírito, é invisível.
Ela deu como que um suspiro, colocando a mão no peito, me olhou com infinita tristeza e disse: “Você é padre há tantos anos e nunca viu Deus?
Eu insisti: “Mãe, a gente não vê Deus.
Ela retrucou: “Você não vê Deus, mas eu O vejo todos os dias. Quando o sol se põe lá no horizonte. Deus passa com um manto fantástico, lindo. Ele vem sempre sério, e teu pai que já faleceu vem atrás, olha para mim, me dá um sorriso e segue junto com Deus. Eu vejo Ele todos os dias.
Eu fiquei parado, me perguntando: “Quem é o teólogo aqui, ela ou eu? A analfabeta ou o doutor em teologia?
Temos que aprender com as pessoas que vivem tais experiências. Porque a fé é uma experiência tão global que entra pelos olhos, entra no coração, entra na fantasia, entra nas projeções. Deus é substância da sua própria substância.
Essas pessoas não crêem em Deus. Elas sabem de Deus porque O viram, porque O experimentaram.

LEONARDO BOFF

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(Fotomontagem - desconheço autor)

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Bem-te vi… Bem-te-vi…


Bem-te vi… Bem-te-vi…
Que terás visto?
Há quanto tempo tu avisas, bem-te-vi…
Bem-te-vi da minha infância, sempre a gritar,
e não viste nada.
Meu aminguinho, preto-amarelo.
Em que ninho nasceste, de que ovinho viste,
e quem te ensinou a dizer: Bem-te-vi?…
Bem te vejo, queria eu também cantar e repetir
para ti: Bom dia, bem te vejo, te escuto.
Bem-te-vi sobrevivente
de tantos que já não voam sobre o rio,
nem pousam nas palmas dos coqueiros altos…
Mostra para mim, meu velho companheiro de uma infância ultrapassada, tua casa, tua roça, teu celeiro, teu trabalho, tua mesa de comer, tuas penas de trocar,
leva-me à tua morada de amor e procriar.
Vamos ao altar de Deus agradecer ao criador
não desaparecerem de todo os Bem-te-vis
dos Reinos de Goiás.
Canta para mim, tão antiga como tú,
as estorinhas do passado.
Bem-te-vi inzoneiro, malicioso e vigilante.
Conta logo o que viste, fuxiqueiro do espaço,
sempre nas folhas dos coqueiros altos,
que também vão morrendo devagar como morrem os coqueiros,
comidos de velhice e de lagartas.
Cora Coralina
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Tenho por hábito levantar cedo, comumente antes do sol nestes dias claros e quentes de verão. Por isso, costumo vê-lo aparecendo na linha do horizonte, espargindo as sombras da noite com seus raios e fazendo sumir a lua. Antes de ir para natação, busco fitar o céu na companhia dos bem-te-vis, escutando seus belos cantos anunciando um novo dia. E, assim, agradeço a Deus por mais um recomeço.
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(Foto - Flávio Brandão)

domingo, 31 de janeiro de 2010

A Fé Preciosa

Um Jnani (conhecedor de Deus) e um Premika (amante de Deus) caminhavam certa vez em uma floresta. Enquanto caminhavam, viram um tigre a certa distância.
Disse o Jnani: “Não há razão para fugirmos; Deus Altíssimo certamente nos protegerá”.
Ao que replicou o Premika: “Não, irmão, vamos fugir. Por que haveríamos de perturbar o Senhor por causa de algo que podemos fazer com os nossos próprios esforços?
Bhagavad Gita
(escritura sagrada Hindu)
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A fé tem como oposição não o ateísmo e a negação de Deus. A oposição da fé é o medo. Quem te fé não tem medo. Os medievais distinguiam a fé útil da fé preciosa. Fé útil é quando eu peço a Deus que me abençoe, me proteja, me dê saúde, inteligência. É uma fé útil para mim. Eu peço a Deus e ele tem que vir me ajudar. A fé útil não é uma fé plena, uma fé de verdade. A fé bíblica, a fé de Jesus, a fé dos pais da fé – Abraão, Isaac, Jacó – é outra. Esses testemunham a fé preciosa. A fé preciosa é quando você nada pede a Deus. É a fé-gratuidade. Entrega-se a Deus, porque descobre quem Deus é – o Pai e a Mãe de bondade. Esta fé tem como efeito a serenidade, a absoluta segurança, porque você se confiou, entregou não só a sua mente, mas seu coração, seu corpo, sua vida. É a fé preciosa. Tem como efeito a superação de todos os medos e, por acréscimo, advém a alegria, a jovialidade, a leveza na vida. (...) Na dimensão da fé preciosa estamos integrados. Viramos pai e mãe de nós mesmos. Chegamos à madureza da fé. À maturidade humana e espiritual. Estamos na casa de Deus, Pai e Mãe. E estamos na alegria de quem está em casa.

Leonardo Boff

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(Desconheço autor da foto)

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Gratidão e Saudade

"Há homens que lutam um dia e são bons, há outros que lutam um ano e são melhores, há os que lutam muitos anos e são muito bons. Mas há os que lutam toda a vida e estes são imprescindíveis." (Bertold Brecht)

Clóvis hermano, debo decirle:-
!Soy tan feliz por escribirle!
Clóvis, amigo del Nazareno,

Pida a Jesus por nuestros males,
Nuestras dolores son tan reales!
Mi madre, a veces, tiene en su seno
Siete puñales!...

(desconheço o autor)

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(Imagem trabalhada no Corel Photo-Paint X3)

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

A Grande Viagem

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“No fundo, existe apenas um único problema neste mundo: como fazer com que o homem encontre de novo o sentido espiritual da vida, como provocar a nós mesmos para que retomemos o caminho que nos faz olhar nossas próprias almas.” (Antoine de Saint-Exupéry)
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(...) só resta ao homem
(estará equipado?)
a dificílima dangerosíssima viagem
de si a si mesmo:
pôr o pé no chão
do seu coração
experimentar
colonizar
civilizar
humanizar
o homem
descobrindo em suas próprias inexploradas entranhas
a perene, insuspeitada alegria
de con-viver.
(Carlos Drummond de Andrade)
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(Imagem – desconheço autor)

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Bom Ano Novo

“Bendito quem inventou o belo truque do calendário, pois o bom da segunda-feira, do dia 1º do mês e de cada ano novo é que nos dão a impressão de que a vida não continua, mas apenas recomeça...” (Mário Quintana)

"Jamais haverá ano novo, se continuar a copiar os erros dos anos velhos." (Luís de Camões)

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Carta de Ano Novo

Ano Novo é também renovação de nossa oportunidade de aprender, trabalhar e servir.
O tempo, como paternal amigo, como que se reencarna no corpo do calendário, descerrando-nos horizontes mais claros para a necessária ascensão.
Lembra-te de que o ano em retorno é novo dia a convocar-te para execução de velhas promessas, que ainda não tiveste a coragem de cumprir.
Se tens inimigo, faze das horas renascer-te o caminho da reconciliação.
Se foste ofendido, perdoa, a fim de que o amor te clareie a estrada para frente.
Se descansaste em demasia, volve ao arado de tuas obrigações e planta o bem com destemor para a colheita do porvir.
Se a tristeza te requisita, esquece-a e procura a alegria serena da consciência feliz no dever bem cumprido.
Novo Ano! Novo Dia!
Sorri para os que te feriram e busca harmonia com aqueles que te não entenderam até agora.
Recorda que há mais ignorância que maldade, em torno de teu destino.
Não maldigas, nem condenes.
Auxilia a acender alguma luz para quem passa ao teu lado, na inquietude da escuridão.
Não te desanimes, nem te desconsoles.
Cultiva o bom ânimo com os que te visitam, dominados pelo frio do desencanto ou da indiferença.
Não te esqueças de que Jesus jamais se desespera conosco e, como que oculto ao nosso lado, paciente e bondoso, repete-nos de hora a hora:
Ama e auxilia sempre. Ajuda aos outros, amparando a ti mesmo, porque se o dia volta amanhã, eu estou contigo, esperando pela doce alegria da porta aberta de teu coração.

Emmanuel
(Livro: Vida e Caminho)

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Creio que a mais importante mensagem de Ano Novo seja justamente a da oportunidade de recomeçar, a possibilidade de mudança, o Novo Tempo de concessão divina para que possamos ser seres humanos melhores.
Para todos os AMIGOS, um FELIZ RECOMEÇO!

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quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Pelo dia de NATAL

Deus chegará esta noite, meus irmãos. Deus chegará à meia-noite e responderá a todas as expectativas. Deus virá montado em um humilde burrinho, virá no seio de uma Mãe Pura. Deus virá esta noite e trará presentes. Trará uma caixinha de ouro cheinha de humildade e de misericórdia. A ternura virá pendurada em seu braço. Deus virá esta noite.
Deus virá esta noite e amanhã vai raiar o grande dia. Deus virá esta noite e a casa vai encher-se de perfume de violetas e papoulas.
Deus virá esta noite, e ferirá com um raio de luz as escuridões e mostrará seu rosto para todas as pessoas. O Senhor sairá do Oriente e, avançando sobre as águas libertadoras, chegará até nós, na mesma noite, e não haverá mais correntes.
Deus virá esta noite, arrancará as raízes do egoísmo e as sepultará nas profundidades do mar. Deus virá esta noite e nos indicará os caminhos, e nós avançaremos por suas sendas. O Senhor está para chegar com resplendor e poder. Virá com a bandeira da Paz e nos infundirá Vida Eterna.
São Francisco de Assis
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Tu, que eras mais rico do que qualquer esplendor,
te tornaste pobre por causa do amor.
Fizeste os tronos renderem-se à manjedoura,
e os palácios, revestidos de ouro,
ao estábulo humilde, de posse pouca .
Tu, que eras maior do que qualquer governador,
te tornaste pequeno por causa do amor.
Abaixando-te tanto, elevaste os simples e pecadores,
consolaste os aflitos e sofredores,
dando-lhes esperança e alívio as suas dores.
Tu, que és Santo, muito acima de qualquer louvor,
te tornaste homem por causa do amor.

(Texto adaptado do original de Frank Houghton por Irmão Sol, Irmã Lua)

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(Imagem de Nick Mancini)

domingo, 20 de dezembro de 2009

E tu, Belém

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De longe vinham eles, ao passo grave dos camelos. Silenciosos, olhos fixos na estrela grande que lhes era fanal e bússola. Ansiedade na alma, as mãos cheias de dádivas, os lábios prontos à oração.
Gaspar, Baltazar, Melchior, ouro e púrpura nos mantos de riqueza bárbara, ouro, incenso e mirra nos cofres preciosos, seguem o caminho luminoso que os leva à adoração daquele que nascera Rei dos Judeus.
Em que palácio faustoso iriam encontrar o Divino Infante? A que artista inspirado fora entregue a madeira preciosa, o marfim de preço, as pedrarias rutilantes que serviriam para talhar e guarnecer o berço da criança predestinada?
Escurece... Os três magos são, agora, três silhuetas exóticas contra o cenário da noite cheia de doçura. A estrela-guia brilha mais, ganha tonalidades de diamante talhado em facetas que são outras tantas estrelas... E no coração dos homens que buscam o Enviado um grande receio se avoluma. Poderão aproximar-se do recém-nascido? Serão as dádivas que transportam recebidas com agrado? Sentem-se cheios de respeitoso temor.
Porque é o Rei dos Judeus que eles vão encontrar. É Aquele que vem em nome do Senhor. É a Força, é a Glória, é a Onipotência.
Surge o casario de Belém.
A estrela para. Um filete de luz flui do grande fanal e desce a apontar o retiro da Sagrada Família. Gaspar, Baltazar e Melchior, mudos de espanto, descem dos camelos que já se ajoelham, conhecendo que já tinham chegado ao termo da longa busca.
O palácio do enviado é, então, a manjedoura rústica, que ali se lhes depara?
Os magos entram... O palácio é de pedra, o berço filigranado é um monte de palha loura. Os cortesãos são pastores; o calor que anima o corpo tenro do Menino é o hálito dos animais que o rodeiam.
Um homem se inclina sobre o palheiro e há nos seus olhos a humildade eternecida, que faz alegre o olhar paterno...
Uma radiosa criatura manem nos braços a dádiva que lhe veio do céu e toda ela é êxtase e ternura. É, em toda plenitude, Maria, Cheia de Graça.
Os magos, aturdidos, tombam de joelhos. É aquele bocadinho de carne rósea e branda o Senhor de Israel, o Verbo feito homem? A Força, a Glória, a Onipotência?
O Menino sorri, e os poderosos viajantes sentem o coração inundado de luz. Ali está, diante dos seus olhos ansiosos, a Doçura, a Humanidade, a .
Grande paz e silêncio ungido de preces reina agora.
Lentamente, Gaspar, Baltazar e Melchior abrem os cofres preciosos que de tão longe trouxeram.
O ouro rola, empanado o brilho pela fulguração da palha humilde em que se reclinam a Mãe e o Filho. A mirra expande-se, em perfume menos doce do que o sorriso do Rei dos Judeus. O incenso envolve a Sagrada Família, roça a cabeça dos pastores em adoração, aquieta-se em nuvem odorífera.
Gaspar, Baltazar e Melchior se inclinam. Há mais temor, ainda, em suas almas. Já não receiam por Ele. Temem por Ele. Tão desarmado e frágil entra no mundo brutal, surge a enfrentar Herodes, a espalhar entre os ímpios as palavras da e do Perdão, Aquele que veio em nome do Senhor...
Três silhuetas exóticas contra o cenário da noite cheia de doçura.
Voltam aos seus régios palácios Gaspar, Baltazar e Melchior. Levam as mãos vazias. Deixaram, aos pés do Menino, ouro, incenso e mirra. E levam o coração cheio de Amor. De Amor que é a mirra, que é o incenso, que é o ouro da vida.
E tu, Belém, terra de Judá, de nenhum modo és a menor entre as capitais de Judá: porque de ti sairá o Pastor que há de apascentar o meu povo de Israel”.
Nair Lacerda
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segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Belém, Casa do Pão

"E tu, Belém Efrata, pequena demais para figurar como grupo de milhares de Judá, de ti sairá o que há de reinar em Israel, e cujas origens são desde os tempos antigos, desde os dias da eternidade... Ele se manterá firme, e apascentará o povo na força do Senhor, na majestade do nome do Senhor seu Deus; e eles habitarão seguros, porque agora será ele engrandecido até os confins da terra. Este será a nossa paz."
(Miquéias 5:2,4-5)


Então convocando todos os principais sacerdotes e escribas do povo, indagava deles onde o Cristo deveria nascer. Em Belém da Judéia, responderam eles, porque assim está escrito por intermédio do profeta: E tu, Belém, terra de Judá, não és de modo algum a menor entre as principais de Judá; porque de ti sairá o Guia que há de apascentar a meu povo, Israel.

(Mateus 2:4-6)

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Oh, pequenina cidade de Belém,
como nós a vemos ali tão tranquila!
Sobre seu sono profundo e sonhador
as silenciosas estrelas reluzem:
em suas ruas escuras já brilha
a luz perpétua;
as esperanças e temores
de todos os anos
encontraram-se em você.

(Phillips Brooks)
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(Imagem - desconheço autor)

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

A Difícil Decisão

DEZEMBRO!
Mês de elevação e renovação!
Mês de refletir, de pensar no grande Amor de Deus manifestado no nascimento de um pobre e Santo Menino entre simples e dóceis animais.



"E Deus amou o mundo de tal maneira que lhe deu Seu Filho unigênito, para que todo aquele que Nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna". (Jo 3:16)

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Senhor, ensina-nos a receber as bênçãos do serviço!
Ainda não sabemos, Amado Jesus, compreender a extensão do trabalho que nos confiaste!
Permite, Senhor, possamos formar em nossa alma a convicção de que a Obra do Mundo te pertence, a fim de que a vaidade não se insinue em nossos corações com as aparências do bem!
Dá-nos, Mestre, o espírito de consagração aos nossos deveres e desapego aos resultados que pertencem ao teu amor!
Ensina-nos a agir sem as algemas das paixões, para que reconheçamos os teus santos objetivos!
Senhor Amorável, ajuda-nos a ser teus leais servidores,
Mestre Amoroso, concede-nos, ainda, as tuas lições,
Juiz Reto, conduze-nos aos caminhos direitos,
Médico Sublime, restaura-nos a saúde,
Pastor Compassivo, guia-nos à frente das águas vivas,
Engenheiro Sábio, dá-nos teu roteiro,
Administrador Generoso, inspira-nos a cultivar o campo de nossas almas,
Carpinteiro Divino, auxilia-nos a construir nossa casa eterna,
Oleiro Cuidadoso, corrige-nos o vaso do coração,
Amigo Desvelado, sê indulgente, ainda, para com as nossas fraquezas,
Príncipe da Paz, compadece-te de nosso espírito frágil, abre nossos olhos e mostra-nos a estrela de teu Reino”

Aniceto
(Livro: “Os Mensageiros”)
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