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terça-feira, 22 de abril de 2008

Transubstanciação

Esta chance em que existo há de tornar-se um dia,
Em húmus germinal, em seiva fecundante,
Decompondo-se em Pó, há de ser a energia
De vidas que sobre ela hão de viver adiante...

Será fonte, Princípio, a tábida apatia
De um movimento novo intérmino e constante,
Sua ruína será a feraz embriogenia
De outros tipos de Vida, instante para instante.

Há de um horto florir por sobre o seu passado.
Borboletas iriais e anêmonas olentes,
Vidas da minha Morte, eu mesmo transformado...

E, assim, irei buscando a Perfeição perdida,
Vivendo na Emoção de seres diferentes
Que a Morte é a transição da Vida para a Vida...

Raul de Leoni

*****
(Foto - Desconheço autor)

4 comentários:

Ela disse...

Eu ainda não tenho esta maturidade necessária para compreender a morte. Talvez por que eu tenha um amor alucinado pela vida!

Mel disse...

Agradeço pela linda visita. E desejo que todos nós possamos amadurecer o suficiente para podermos melhor aproveitar a questão da morte... e da vida!

Beijo, Mel

http://casualeblog.wordpress.com/

Marilac disse...

Benjamim,

"A morte é transiçãoda da Vida para a Vida..."

Grande verdade!!!

A doutrina Espirita nos ensina a ver a morte com outros olhos, isso nos dá conforto e Esperança.

Obrigada por me ajudar a entender um pouco mais sobre essa verdade!

bjs
com carinho,
Marilac

Eternessências disse...

"Benja":
Um belo poema! Um grande poeta!
Uma feliz escolha!
Porque é na vida que devemos nos preparar para a morte - esse portal para o Infinito!...
Carinho,
Rose.

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